Delegado Vinicius Almeida explica origem de mais de 100 casos de estupro de vulnerável em Cruzeiro do Sul 

Segundo o delegado, as informações foram inicialmente repassadas pelo Ministério Público, que identificou mais de 50 casos a partir de registros de nascimentos de mães adolescentes, com idades entre 14

Em entrevista ao portal Juruá 24 Horas, o delegado Vinícius Almeida, da Delegacia da Mulher em Cruzeiro do Sul, esclareceu informações repassadas pelo Ministério Público sobre mais de 100 casos de estupro de vulnerável registrados na região. Contrariando a percepção inicial de que os números se referiam apenas aos primeiros sete meses de 2025, o delegado explicou que os dados abrangem inquéritos de anos anteriores, muitos dos quais estavam pendentes de registro no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).

“Quando assumimos a Delegacia da Mulher, por volta de fevereiro ou março, nossa prioridade foi organizar os inquéritos. Identificamos vários casos antigos, de 2016, 2017 e 2018, que não estavam no Sinesp. Para inseri-los no sistema, cada inquérito exige a criação de uma ocorrência, o que explica o número expressivo divulgado”, afirmou Almeida. Ele destacou que a iniciativa reflete o esforço da Polícia Civil em organizar e dar transparência aos dados.

Origem dos Casos

Segundo o delegado, as informações foram inicialmente repassadas pelo Ministério Público, que identificou mais de 50 casos a partir de registros de nascimentos de mães adolescentes, com idades entre 14 e 15 anos, na maternidade local. “O Ministério Público nos oficiou para instaurar inquéritos policiais com base nesses registros. Muitas dessas jovens ainda convivem com os pais das crianças, o que dificulta o comparecimento delas à delegacia”, explicou.

Almeida fez um apelo às vítimas e suas famílias: “Após serem intimadas, pedimos que compareçam à delegacia. Muitas acreditam que os pais dos filhos serão presos, mas nosso objetivo é esclarecer os fatos e encaminhar os casos à Justiça.”

Desafios e Esclarecimentos

O delegado reforçou que os números não se referem exclusivamente a 2025, mas a um acumulado de inquéritos antigos que estão sendo regularizados. A Polícia Civil enfrenta dificuldades para ouvir as vítimas, especialmente devido à convivência com os supostos agressores, o que gera receio. Mesmo assim, a instituição segue empenhada em investigar todos os casos e garantir que sejam devidamente encaminhados ao Poder Judiciário.

Redação Jurua24horas

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