As despesas correntes do Acre — que englobam os gastos com manutenção e funcionamento dos serviços públicos — registraram aumento de 9% no 4º bimestre de 2025, em comparação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (21) pela Secretaria do Tesouro Nacional, no relatório Execução Orçamentária em Foco dos Estados + DF.
De acordo com o levantamento, o estado arrecadou R$ 7,99 bilhões em receitas correntes, contra R$ 7,22 bilhões no mesmo bimestre de 2024, o que representa crescimento de 11%. As despesas correntes, por sua vez, somaram R$ 6,53 bilhões, ante R$ 5,99 bilhões no ano anterior.
Mesmo com o aumento nas despesas, o Acre manteve resultado orçamentário positivo, alcançando superávit de R$ 1,05 bilhão — o equivalente a 14% da Receita Corrente Líquida (RCL), percentual igual ao registrado em 2024.
O relatório também indica que o estado conseguiu reduzir sua Dívida Consolidada em 9% em relação a dezembro de 2024, demonstrando melhora no equilíbrio fiscal.
No entanto, o Acre figura entre os estados com menor percentual de pagamento dos Restos a Pagar (RAP) até o 4º bimestre de 2025 — apenas 43% do total inscrito até o final de 2024. O percentual é superior apenas ao do Amapá, que registrou 22%.
Segundo o Ministério da Fazenda, o baixo pagamento de RAP pode indicar dificuldades para quitar despesas de exercícios anteriores. O levantamento ainda mostra que o Acre manteve 3% de despesas liquidadas e não pagas.
Os dados integram o Relatório Resumido de Execução Orçamentária em Foco (RREO em Foco), publicado bimestralmente pelo Tesouro Nacional, com base nas informações prestadas pelos próprios estados e pelo Distrito Federal.
Redação Juruá24horas






