Pastor obrigava filha a ver irmã sendo estuprada por ele 

Ao todo, quatro menores de idade denunciaram os casos.

As filhas do pastor que foi preso por estuprar e torturar crianças eram forçadas a assistirem ao estupro uma da outra. Além disso, ele obrigava as duas a ficarem de joelhos sobre grão de milho e de tampas de garrafa, e a assistirem a filmes pornográficos junto dele.

Ainda segundo os relatos das vítimas, o pastor ordenava que elas colocassem as mãos sobre a Bíblia e orassem com ele após os estupros.

Outros dois menores de idade, que eram enteados do pastor, também foram vítimas de abusos sexuais e até de tortura.

Um deles recebia ameaças e era agredido constantemente pelo pastor. A aplicação dos castigos, como era caracterizado pelo pastor, era uma medida para que o enteado não revelasse os abusos sexuais praticados pelo denunciado.

Ele teve lesões corporais gravíssimas ocasionadas por agressões de arame farpado, gerando deformidade permanente.

Prisão do “profeta”

A Operação Falso Profeta foi deflagrada por volta das 15h30 dessa terça-feira (28/10) pela equipe da Seção de Atendimento à Mulher (SAM) da 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas).

Ao saber que seria preso, o pastor ainda tentou se matar enquanto trabalhava, mas acabou sendo socorrido por colegas e encaminhado a uma UPA de São Sebastião, aonde foi realizada a sua prisão.

De acordo com o delegado-chefe da 27ª DP, Alexandre Godinho, a prisão quebra um ciclo de violência que durou anos.

“O autor explorava a fé e se aproveitava do laço de sangue para cometer os estupros e tentar ficar impune. No entanto, a investigação conseguiu provar os crimes”, disse.

Os casos só foram denunciados pelas vítimas neste ano, quando uma delas foi abordada pelo Conselho Tutelar do Recanto das Emas, que auxiliou no processo da denúncia.

Eles se mantiveram em silêncio por não terem nenhum tipo de conhecimento jurídico sobre os fatos, além de temer pela segurança de suas respectivas mães e sofrerem pressão dos familiares paternos para não denunciarem o caso.

Ao todo, quatro menores de idade denunciaram os casos. De acordo com eles, os abusos eram praticados tanto quando o investigado estava sóbrio quanto quando estava sob o efeito de drogas e álcool. Todas as vítimas tinham entre 6 e 7 anos de idade na época dos crimes.

O suspeito agora permanece na 27ª DP. Ele será denunciado por estupro vulnerável, atentado violento ao pudor majorado, satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente, tortura e maus-tratos.

Por Metrópoles 

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