Os dados preliminares do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que metade da população acreana vive em algum tipo de união conjugal, seja casamento formal, religioso ou união estável. O levantamento aponta que 50,04% dos moradores do estado vivem com o parceiro(a), enquanto 49,96% não vivem em união — percentual semelhante à média nacional.
No Acre, Cruzeiro do Sul se destaca como o segundo município com o maior número absoluto de pessoas vivendo em união conjugal, com 37.779 habitantes nessa condição. O número reflete o perfil familiar e comunitário forte da região do Vale do Juruá, onde as relações familiares e a convivência em comunidade têm grande peso cultural e social.
A capital Rio Branco aparece em primeiro lugar, com 145.770 pessoas em união conjugal, seguida de Cruzeiro do Sul, Sena Madureira (17.333), Tarauacá (15.905) e Feijó (12.987).
Os municípios menores do Vale do Juruá também seguem a tendência de equilíbrio. Em Jordão, por exemplo, 51% vivem em união conjugal e 49% não vivem, enquanto em Santa Rosa do Purus o índice é de 52% e 48%, respectivamente.
O IBGE considera como “união conjugal” tanto os casamentos civis e religiosos quanto as uniões estáveis e informais com moradia conjunta. Pessoas fora de união podem ser solteiras, viúvas, divorciadas ou manter relacionamentos sem coabitação.
Em nível nacional, Santa Catarina lidera o ranking, com 58% da população vivendo em união conjugal, enquanto o Amapá tem o maior número de pessoas fora de união (53%) e o Rio de Janeiro concentra o maior percentual de separados, viúvos e divorciados (21%).
Os dados confirmam que o Vale do Juruá, especialmente Cruzeiro do Sul, mantém viva a tradição das famílias estruturadas e dos laços afetivos duradouros, traço marcante da cultura acreana.
Redação Juruá24horas






