A arrecadação de impostos municipais, estaduais e federais no Acre em 2025 deve alcançar cerca de R$ 6,4 bilhões, segundo estimativa do Impostômetro, ferramenta desenvolvida pela Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).
Até o dia 30 de novembro, os tributos pagos pelos acreanos já somavam aproximadamente R$ 5,8 bilhões, valor arrecadado pelas 22 prefeituras, além dos governos estadual e federal. A projeção indica crescimento em relação ao ano passado, quando o estado registrou cerca de R$ 5,9 bilhões em impostos recolhidos.
Entre os principais tributos pagos pela população estão impostos sobre produção e circulação, como ICMS e ISS, além de tributos sobre renda e patrimônio, a exemplo do Imposto de Renda, IPTU e IPVA. Também entram na conta impostos relacionados ao comércio exterior e outras contribuições obrigatórias.
Os recursos arrecadados por meio dos tributos são utilizados para custear a máquina pública, incluindo investimentos em obras, manutenção de serviços essenciais, pagamento de salários de servidores, programas sociais e quitação de dívidas do poder público.
Apesar do alto volume arrecadado, estudos apontam que o retorno à população ainda é limitado. De acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, o Brasil ocupa a 30ª posição em um ranking internacional que avalia a relação entre carga tributária e qualidade de vida oferecida à população.
A conclusão dos pesquisadores é de que os brasileiros pagam muitos impostos, mas recebem pouco em troca, realidade que afeta principalmente as camadas mais pobres da sociedade. Entre os fatores apontados estão a desigualdade social e a má distribuição dos recursos públicos, que ampliam a sensação de injustiça tributária no país.






