Acre tem um dos piores índices de liquidez do País, aponta ranking nacional

O Acre apresentou um dos piores resultados do país no Índice de Liquidez, segundo levantamento recente do Ranking de Competitividade dos Estados. Com 132,1%, o estado tem a segunda maior

O Acre apresentou um dos piores resultados do país no Índice de Liquidez, segundo levantamento recente do Ranking de Competitividade dos Estados. Com 132,1%, o estado tem a segunda maior taxa do Brasil, segundo dados divulgados, no último final de semana, pelo Centro de Lideranças Públicas (CLP), nas redes sociais.

Na prática, isso significa que o Acre apresenta uma situação fiscal crítica. O Índice de Liquidez mede a capacidade de um estado de arcar com despesas e compromissos financeiros imediatos usando seus recursos livres e imediatamente utilizáveis (seu “caixa”). Um alto índice significa um desempenho, ou seja, revela que o estado tem baixa ou nenhuma liquidez.

O resultado de 132,1%, próximo ao limite crítico de 200%, indica que o Acre tem dificuldade em honrar seus compromissos de curto prazo (como pagar fornecedores ou dívidas de vencimento próximo) apenas com os recursos que estão imediatamente disponíveis. O estado precisa, provavelmente, recorrer a outras fontes, como a venda de ativos, novos empréstimos ou adiar pagamentos.

O indicador varia bastante entre os Estados, podendo superar 200% ou mesmo ser negativo. Índices de liquidez muito elevados, superiores a 100% – como no caso do Acre – indicam que o Estado tem muito mais obrigações do que dinheiro em caixa. Já casos negativos remetem à situação crítica em que o saldo em caixa é negativo. Assim, índices de liquidez muito elevados ou negativos são igualmente ruins e sinalizam baixa ou nenhuma liquidez.

Para tratar essas diferenças, adotou-se como critério atribuir nota zero aos Estados com índice de liquidez igual ou superior a 200% ou negativo. Todos os demais casos acabam recebendo o tratamento padrão de normalização de notas, que variam de 0 a 100.

Entre os 26 estados e o Distrito Federal, o Rio Grande do Norte (263,1%) e o Rio Grande do Sul (703%) ultrapassaram a barreira dos 200%, limite considerado crítico pelos técnicos responsáveis pelo estudo. Na outra ponta do ranking, Santa Catarina (5,5%), Goiás (5,8%) e Paraná (6,4%) lideram com os melhores índices, mostrando maior capacidade de honrar compromissos de curto prazo com os recursos disponíveis.

O levantamento integra o Ranking de Competitividade, que avalia vários pilares da gestão pública e pode ser consultado na íntegra no portal oficial.

Por A Gazeta do Acre 

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