O presidente da Associação de Moradores do Bairro do Remanso, José Maria de Amorim Lima, reforça o apoio ao protesto dos moradores do Estirão do Remanso, que mantêm o bloqueio da estrada de acesso ao porto do governo em Cruzeiro do Sul. A manifestação é contra o fechamento do ramal pela empresa responsável pelas obras da base da Petrobras, deixando comunidades isoladas.
Em parceria com a associação do Estirão do Remanso, José Maria relata que moradores com terrenos na área foram surpreendidos ao tentar acessar plantações. “Chegamos para tirar o milho plantado e nos deparamos com portão, cadeado e corrente trancados. Nosso acesso foi negado”, afirmou.
Ele critica a decisão judicial da juíza Rosilene de Santana, que determinou o fechamento, mas estabeleceu prazo de 60 dias para a prefeitura proporcionar acesso alternativo aos moradores. “Isso não aconteceu. A justiça fechou o acesso e as pessoas hoje não podem passar, só por lama ou mata”, denunciou Lima, questionando se a magistrada visitou o local antes de decidir. “Acho que ela não saiu do gabinete para dar uma decisão dessa”.
Representantes das comunidades recorreram ao Ministério Público, sem obter respostas concretas, e planejam procurar a juíza na Cidade da Justiça para cobrar uma solução do caso.






