O custo da cesta básica de alimentos apresentou redução no Acre entre outubro de 2025 e janeiro de 2026, refletindo um cenário de alívio no orçamento das famílias acreanas. De acordo com levantamento divulgado nesta segunda-feira (5) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre (Fecomércio-AC), o valor médio da cesta básica em Rio Branco — utilizada como referência para o estado — caiu 4,31% no período, chegando a R$ 636,99.
A pesquisa analisou os preços de 15 produtos alimentícios considerados essenciais, com coleta realizada em supermercados da capital acreana na última sexta-feira (2). O estudo estima o custo necessário para suprir a alimentação de famílias compostas por até três adultos ou por dois adultos e duas crianças, parâmetro adotado para acompanhar o impacto do consumo básico no estado.
Entre os itens que mais contribuíram para a redução dos preços no Acre estão o leite, a batata, o café e a margarina, que apresentaram quedas significativas entre outubro de 2025 e janeiro de 2026. Esses produtos tiveram papel decisivo no recuo do valor total da cesta, segundo a Fecomércio-AC.
Na comparação mais recente, entre dezembro de 2025 e o início de janeiro de 2026, o custo da cesta básica caiu 5,18%. A diminuição foi impulsionada principalmente pela redução nos preços da batata, carne bovina, leite longa vida, feijão, arroz e farinha. Em termos absolutos, a economia registrada para as famílias acreanas foi de R$ 34,82 nesse intervalo.
O levantamento também aponta que a cesta básica acumulou uma redução de 5,23% entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Já no período de setembro a dezembro do ano passado, a queda foi ainda mais expressiva, alcançando 6,14%. Em dezembro de 2025, o valor médio da cesta básica em Rio Branco era de R$ 671,81.
Segundo a Fecomércio-AC, o comportamento dos preços em Rio Branco serve como indicativo da tendência de consumo no Acre, especialmente diante da concentração comercial na capital. A entidade avalia que a redução nos custos pode trazer impacto positivo para o poder de compra da população, embora ressalte que oscilações nos preços ainda dependem de fatores como logística, oferta de produtos e condições climáticas.






