O trânsito de Cruzeiro do Sul voltou a registrar números preocupantes em 2025. Balanço divulgado pelo Pelotão de Trânsito do 6º Batalhão da Polícia Militar aponta que, ao longo do ano, cerca de 306 acidentes foram registrados no município, resultando em nove mortes, incluindo uma mulher e uma criança de 7 anos.
De acordo com o comandante do Pelotão de Trânsito, tenente Avelino de Castro, a maioria das ocorrências teve como principal fator a imprudência dos condutores. O levantamento mostra que aproximadamente 92% dos acidentes estão relacionados a comportamentos humanos inadequados, como desatenção, desrespeito à sinalização e avanço indevido em cruzamentos.
A distribuição das mortes ao longo do ano reforça a gravidade da situação. Janeiro e dezembro registraram uma vítima fatal cada. Já nos meses de maio e junho ocorreram duas mortes em cada período, enquanto agosto concentrou o maior número, com três óbitos. No total, nove pessoas perderam a vida no trânsito em 2025.
Outro dado que chama atenção é o número de feridos. Somente nos quatro primeiros meses do ano, foram registrados 71 acidentes, que deixaram 79 pessoas lesionadas. Segundo a Polícia Militar, os cruzamentos continuam sendo os pontos mais críticos da cidade, principalmente pela falta de atenção dos motoristas.
Mesmo diante do cenário, o Pelotão de Trânsito intensificou as ações de fiscalização e prevenção. Ao longo de 2025, foram realizadas 471 operações, com cerca de 24 mil abordagens. O trabalho resultou em 118 conduções à delegacia e na recuperação de 11 veículos roubados, além da realização de mais de duas mil ações educativas junto à comunidade.
O comandante destacou que o reforço nas blitz e o foco em infrações como excesso de velocidade, consumo de álcool ao volante e desrespeito à sinalização ajudaram a reduzir a letalidade quando comparada a períodos anteriores.
Por fim, a Polícia Militar faz um apelo à população para que adote uma postura mais responsável no trânsito. A orientação é respeitar as leis, redobrar a atenção nos cruzamentos e evitar atitudes de risco, especialmente envolvendo motociclistas e motoristas de veículos leves e pesados.






