Queda nos preços do tomate e do óleo reduz custo da cesta básica no Acre

O Acre encerrou o segundo semestre de 2025 com redução no custo médio da cesta básica de alimentos. Entre os meses de julho e dezembro, o valor caiu de R$

O Acre encerrou o segundo semestre de 2025 com redução no custo médio da cesta básica de alimentos. Entre os meses de julho e dezembro, o valor caiu de R$ 641,17 para R$ 626,11, representando uma diminuição de 2,23%, o equivalente a R$ 15,06 a menos no orçamento mensal das famílias. Os dados constam em balanço nacional divulgado nesta terça-feira (20) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O levantamento faz parte da Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, desenvolvida em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Desde agosto do ano passado, o estudo passou a abranger todas as 27 capitais brasileiras, ampliando o monitoramento dos preços no país.

A redução no Acre foi puxada principalmente pela queda nos preços de itens essenciais do consumo diário. O tomate apresentou a maior diminuição, com recuo de 19,32%. Em seguida aparecem o óleo de cozinha, com queda de 14,37%, e o arroz, que ficou 11,97% mais barato. Também registraram redução significativa a banana (-9,57%), o açúcar (-9,03%) e o café (-5,93%).

A diminuição no valor desses produtos contribuiu para aliviar o custo de vida das famílias acreanas, especialmente aquelas em situação de maior vulnerabilidade social, para as quais os gastos com alimentação representam uma parcela expressiva da renda.

De acordo com o presidente da Conab, E. P., a redução observada no Acre acompanha uma tendência nacional, impulsionada por investimentos em políticas agrícolas e pelo aumento da produção de alimentos voltados ao mercado interno. Segundo ele, os resultados refletem os volumes recordes de crédito disponibilizados por meio dos Planos Safra, tanto empresarial quanto da agricultura familiar.

No comparativo entre as capitais brasileiras, Boa Vista (RR) apresentou a maior redução no período, com queda de 9,08%, seguida por Manaus (AM), com 8,12%, e Fortaleza (CE), com 7,90%. Já Belo Horizonte (MG), Macapá (AP) e Campo Grande (MS) registraram as menores reduções, variando entre 1,56% e 2,16%.

Por regiões, Boa Vista liderou no Norte; Fortaleza teve o melhor desempenho no Nordeste; Brasília se destacou no Centro-Oeste, com redução de 7,65%; Florianópolis apresentou a maior queda no Sul (-7,67%); e Vitória (ES) liderou no Sudeste, com recuo de 7,05%.

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