O nível do rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, voltou a subir de forma acentuada nas últimas 24 horas, após iniciar a semana em processo de vazante. De acordo com o coordenador da Defesa Civil Municipal, Júnior Damasceno, a elevação já era esperada em razão do aumento das chuvas registradas no Vale do Juruá e nas regiões de cabeceira.
Segundo Damasceno, somente em um período de quase 24 horas, o rio apresentou elevação superior a um metro, alcançando aproximadamente 12,60 metros. A Defesa Civil segue monitorando a situação, já que a tendência é de nova elevação, ainda que alguns pontos específicos da bacia já indiquem sinais de vazante.
“Essa subida já estava dentro da nossa previsão. Recebemos informações de que na foz do Breu o rio estava enchendo, além de termos registrado um volume significativo de chuvas em toda a região do Vale do Juruá e também nas cabeceiras”, explicou.
O coordenador destacou que, embora haja registro de vazante em locais como a região do Carixota-Itamaturgo — onde o nível recuou cerca de 10 centímetros de ontem para hoje —, qualquer novo volume de chuva nas cabeceiras pode provocar impacto direto no Juruá, devido à menor largura da calha nesses trechos.
Além do rio Juruá, outros afluentes também influenciam diretamente o comportamento do manancial. Entre eles estão os rios Valparaíso, Mirim, Tejo, Amônia, além de cursos d’água da região do Itamaturgo, cuja resposta às chuvas costuma ser rápida.
Damasceno informou ainda que a previsão inicial indicava cerca de 100 milímetros de chuva para a semana, volume que já foi ultrapassado. “Somente entre ontem e hoje, já choveu mais de 32 milímetros aqui na região. Estamos aguardando a divulgação do novo boletim técnico para saber o que está previsto para os próximos dias”, afirmou.
Com a aproximação da cota de transbordamento, a Defesa Civil reforça que o plano de ação passa a ser intensificado. “Aumentamos a frequência do monitoramento, iniciamos a preparação de materiais e fazemos o acionamento prévio do Corpo de Bombeiros, para que possamos responder de forma rápida caso a situação se agrave”, explicou.
Segundo o coordenador, o objetivo do plano é garantir uma resposta imediata e eficiente às famílias que possam ser afetadas por alagações, minimizando danos e riscos à população ribeirinha.






