Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) realizaram neste sábado (28) o resgate de um indígena do povo Marubo, de 44 anos, identificado como Fernando Dionísio Ferreira, que foi picado duas vezes por uma serpente na perna, em uma aldeia isolada no município de Atalaia do Norte, no estado do Amazonas, .
O helicóptero partiu de Cruzeiro do Sul (AC) após uma equipe abrir uma clareira na selva para permitir o pouso da aeronave. O local do resgate fica a cerca de 57 milhas da cidade, em uma área de floresta densa e de difícil acesso, sem estradas nem rios navegáveis próximos.
De acordo com a enfermeira do Samu, Cliciane Souza da Silva, o atendimento só foi possível graças à estrutura aeromédica. “É uma situação grave. Sem o helicóptero, o deslocamento até a comunidade demoraria dias. Felizmente, conseguimos chegar a tempo e o paciente estável, com sinais vitais preservados”, destacou.

O comandante do CIOPAER, Sérgio Albuquerque, explicou que o paciente estava há cerca de três dias no local e que a operação exigiu preparo técnico e cuidado redobrado. “Essa foi uma das missões mais delicadas. Fizemos o pouso em uma clareira aberta pela equipe em dois dias de trabalho, em meio à selva. O terreno é acidentado e as árvores chegam a 50 metros de altura. O treinamento da tripulação foi essencial para garantir a segurança de todos”, relatou.
Segundo ele, mesmo o local estando oficialmente dentro do território amazonense, o resgate foi feito a partir de Cruzeiro do Sul por ser o ponto mais próximo. Ele também afirmou que, por questões culturais, os moradores da aldeia não permitem o uso de medicamentos químicos, o que reforçou a urgência da retirada do paciente.
Apenas um dia antes, uma criança de 8 anos também havia sido resgatada na região do rio Mirim, vítima de uma picada de cobra. Este foi o sétimo atendimento com apoio aéreo realizado na região do Juruá somente neste ano.
O comandante ressaltou a importância da parceria entre o Samu e a SEJUSP (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), por meio do Ciopaer, mantida pelo Governo do Estado do Acre, como essencial para salvar vidas em regiões de difícil acesso da Amazônia.
Jurua24horas






