Defesa Civil mantém monitoramento do Rio Juruá, que permanece acima da cota de transbordamento em Cruzeiro do Sul

O Rio Juruá segue acima da cota de transbordamento há cerca de uma semana em Cruzeiro do Sul, mas apresenta sinais de estabilização e tendência de vazante nas próximas horas.

O Rio Juruá segue acima da cota de transbordamento há cerca de uma semana em Cruzeiro do Sul, mas apresenta sinais de estabilização e tendência de vazante nas próximas horas. A informação foi confirmada pelo coordenador da Defesa Civil Municipal, Júnior Damasceno, durante atualização sobre a situação hidrológica na região.

De acordo com Damasceno, o nível do rio atingiu 13 metros e 43 centímetros, conforme leitura visual realizada na régua instalada no bairro da Base. Segundo ele, a Defesa Civil deixou de utilizar a plataforma digital de monitoramento devido a inconsistências e falhas técnicas, adotando como referência principal a medição visual.

“Estamos há mais de 24 horas com o rio praticamente estabilizado, com pequenas oscilações de um a dois centímetros entre subida e descida. Seguimos realizando o monitoramento constante da situação”, explicou o coordenador.

Atualmente, 11 bairros foram atingidos pela cheia do Juruá, com cerca de 1.600 famílias impactadas. Na região da Boca do Moa17 residências estão com o fornecimento de energia elétrica interrompido. Apesar disso, a Defesa Civil não realizou, até o momento, retirada em massa de moradores.

Segundo Júnior Damasceno, alguns pedidos de remoção foram registrados, mas a orientação tem sido para que as famílias só deixem suas residências em casos de necessidade extrema. “Sair de casa gera um transtorno muito grande. Em muitos casos, é mais seguro e confortável aguardar a vazante do rio, já que a previsão indica que o nível deve baixar”, destacou.

O coordenador também ressaltou que a situação nas regiões mais altas da bacia hidrográfica influencia diretamente o comportamento do Rio Juruá em Cruzeiro do Sul. Municípios como Marechal Thaumaturgo e Porto Walter já registram vazantes significativas, assim como áreas mais baixas, como Pichuana, o que contribui para o aumento da vazão e a tendência de recuo do nível do rio na região.

Sobre as condições climáticas, Damasceno explicou que, embora a previsão inicial apontasse para pouca chuva, houve mudanças no cenário meteorológico, com registros de precipitações tanto em Cruzeiro do Sul quanto em áreas mais altas. Para os próximos dias, há risco potencial de chuva, mas sem indicativos de volumes que causem preocupação imediata.

“A Defesa Civil segue com vistorias in loco e monitoramento contínuo. Nosso objetivo é garantir que a população seja atendida da melhor forma possível”, concluiu.

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