Na manhã desta quarta-feira (25), às 6h, o Rio Juruá marcou 13,21 metros em Cruzeiro do Sul. O nível subiu apenas 1 centímetro nas últimas 12 horas, indicando uma desaceleração no ritmo de elevação das águas no município.
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, major Josadac, este é o mês de fevereiro mais chuvoso dos últimos cinco anos na cidade, fator que contribuiu diretamente para o transbordamento do manancial. A previsão para os próximos dias aponta acumulados de chuva entre 50 e 75 milímetros em todo o Vale do Juruá. Segundo ele, caso a previsão de até 75 milímetros se confirme, o rio deve continuar subindo ao longo da semana.
Atualmente, as águas atingem nove bairros: Várzea, Olivença, Miritizal, Beira Rio, Lagoa, Manoel Terças, Cruzeirinho Novo, São Salvador e Saboeiro. Oito comunidades rurais também são afetadas: Tapiri, Praia Grande, Laguinho, Florianópolis, Laguinho do Carvão, Estirão do Remanso, São Luiz e Lago do Sacado.
Apesar do avanço das águas, não há registro de famílias desabrigadas ou desalojadas. Conforme a Defesa Civil, a retirada de moradores deve ocorrer caso o nível ultrapasse 13,70 metros. Quatro escolas municipais estão preparadas para funcionar como abrigo, se necessário: Marcelino Champagnat (bairro João Alves), Corazita Negreiros (Telégrafo), Padre Arnoud (AC-405, bairro Nossa Senhora das Graças) e Thaumaturgo de Azevedo (bairro do Alumínio).
Dados históricos indicam que, nos últimos 30 anos, mais de 50% das enchentes do Rio Juruá em Cruzeiro do Sul ocorreram entre o fim de fevereiro e o início de março. Embora já tenham sido registrados casos em abril, o período mais crítico costuma ser o final de fevereiro e as primeiras semanas de março.
O transbordamento acontece quando o volume de água excede a capacidade do leito principal do rio, fazendo com que as águas avancem sobre áreas de várzea e planícies próximas. Em Cruzeiro do Sul, o Rio Juruá ultrapassa a cota de transbordo ao atingir 13 metros.






