Crianças e idosos lideram internações por SRAG no Acre em 2026, diz Sesacre

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) divulgou o Boletim Epidemiológico de Síndromes Respiratórias, referente às semanas epidemiológicas (SE) 1 a 11 dos anos de 2024 a 2026. O boletim

Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) divulgou o Boletim Epidemiológico de Síndromes Respiratórias, referente às semanas epidemiológicas (SE) 1 a 11 dos anos de 2024 a 2026. O boletim aponta que 667 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) foram identificados em 2026 no Acre.

De acordo com o boletim, a população mais vulnerável são crianças de 0 a 9 anos e idosos acima de 60 anos, que continuam sendo as faixas etárias mais suscetíveis, mais afetadas e com maiores taxas de internação.

O número representa um aumento significativo a partir da SE 9 e decréscimo de casos a partir da SE 10 até o momento, na SE 11.

Em 2026, das coletas realizadas em pacientes hospitalizados com SRAG, os resultados mostram VSR, Rinovírus, Influenza A Influenza A (H1N1) pdm09, Influenza A não subtipado, Sars-CoV-2, Adenovírus, H3/Sazonal, Metapneumovírus, Influenza A (H3N2), Influenza A não subtipável, Parainfluenza 1 e Bocavírus nos pacientes hospitalizados com diagnóstico de pneumonia, bronquite e bronquiolites.

Prevenção

As medidas de prevenção seguem sendo o uso de máscaras para pessoas sintomáticas, além da higiene das mãos e etiqueta respiratória. A manutenção da vacina é destacada como medida crucial, especialmente para os grupos de risco.

As informações apresentadas no boletim se baseiam nos dados das quatro Unidades Sentinelas para SG: UPA do 2º Distrito em Rio Branco, Hospital Raimundo Chaar em Brasiléia e UPA Jacques Pereira em Cruzeiro do Sul e UBS Maria de Fátima em Plácido de Castro, assim como, das unidades de internação para SRAG do estado.

Entre janeiro e março de 2026, a situação epidemiológica da SRAG está caracterizada por aumento nas hospitalizações, impulsionado principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório, Rinovírus e Influeza A.

O crescimento nas internações por influenza A e VRS mostra que o estado atingiu nível de alerta, no indicador geral de SRAG, principalmente em hospitalizações de crianças pequenas.

A concentração de casos segue a tendência das maiores densidades populacionais e polos regionais: Rio Branco, capital, já apresenta estado de alerta ou risco para SRAG., Cruzeiro do Sul apresentou crescimento significativo, contribuindo no nível de alerta. Os municípios de Feijó e Marechal Thaumaturgo também registraram números relevantes de notificações neste período.

Rio Branco concentra o maior número de casos do Estado, com 213, seguido de Cruzeiro do Sul, com 132.

Por Contilnet

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