Uma verdadeira demonstração de força do Estado. Esse foi o saldo da megaoperação de segurança pública realizada no Vale do Juruá entre o dia 5 de março e esta sexta-feira. Em reunião de balanço com representantes do comércio local, o comando das forças de segurança apresentou números expressivos que devolveram a tranquilidade à população.
De acordo com o Coronel que coordenou as ações, a operação registrou 633 ocorrências policiais em municípios como Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves e Porto Walter. O saldo inclui apreensões consideráveis de entorpecentes, dinheiro e armas de fogo — como pistolas 9mm e carabinas .22 —, além da prisão de criminosos e a recaptura de sete foragidos do sistema prisional.
A estratégia do crime e a resposta do Estado
Inicialmente focada na fronteira e na calha do Rio Juruá, a operação precisou de uma adaptação tática rápida. O serviço de inteligência detectou que as facções, sufocadas nos rios, emitiram ordens para que seus membros realizassem furtos e roubos no centro urbano de Cruzeiro do Sul para angariar recursos.
“Quando se estanca o escoamento de drogas e armas, eles buscam outros meios de captar recursos. O crime evolui ou se modifica, mas as forças de segurança estão sempre um passo à frente para conter essa onda criminosa. Nós migramos parte da operação para a região urbana e atuamos nessas duas frentes”, explicou o Coronel.
Um exemplo prático dessa resposta rápida foi a elucidação imediata e a prisão dos criminosos envolvidos em um roubo recente a um shopping da cidade.
Tecnologia de ponta e união de forças
Para alcançar o resultado considerado “extremamente exitoso”, o aparato de segurança não poupou recursos logísticos. A caçada aos criminosos contou com o uso de drones termais (que captam o calor humano em matas fechadas), veículos aéreos não tripulados e novas embarcações blindadas enviadas especialmente para o Juruá.
A operação marcou também uma integração histórica. Atuaram lado a lado a Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros, Polícia Federal, os 16 agentes fixos do GEFRON, o suporte aéreo do CIOPAER e tropas do Exército Brasileiro, que garantiram a presença do Estado nas comunidades rurais e ribeirinhas mais distantes.
Apesar do encerramento desta fase específica, o comando garantiu que o GEFRON e as demais equipes não irão recuar. Uma nova análise criminal será feita para direcionar as próximas ações de forma ainda mais cirúrgica.






