O diretor do Departamento de Ações Estratégicas de Epidemiologia da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Guilherme Loureiro Verneck, destacou a importância da oficina regional realizada em Cruzeiro do Sul como parte de um esforço nacional para implementar a Política Nacional de Vigilância em Saúde.
Segundo ele, a política foi instituída em 2018, mas teve sua execução comprometida nos últimos anos, especialmente em razão da pandemia. Agora, o Ministério da Saúde tem promovido oficinas em todo o Brasil para fortalecer sua aplicação nos territórios.
“A política de vigilância em saúde é o que organiza todas as ações voltadas à prevenção e controle de doenças. Isso inclui vacinação, monitoramento de casos, controle de arboviroses como dengue, além de doenças como hanseníase e tuberculose”, explicou.
Verneck ressaltou que a vigilância em saúde envolve diversas frentes, como a vigilância epidemiológica, sanitária, ambiental e a saúde do trabalhador. Todas essas áreas, segundo ele, precisam atuar de forma integrada e em conjunto com a atenção primária à saúde para garantir maior efetividade nas ações.
O objetivo da oficina, de acordo com o diretor, é ouvir os profissionais que atuam diretamente nos municípios para identificar desafios e também reconhecer experiências bem-sucedidas. “Quem está no território conhece as dificuldades reais. Nosso papel é entender essas demandas e buscar soluções para fortalecer a atuação da vigilância em saúde”, afirmou.
Ele também destacou que a implementação da política depende de uma atuação conjunta entre os três níveis de governo — federal, estadual e municipal — dentro do modelo de gestão tripartite do Sistema Único de Saúde (SUS).
“É fundamental que haja integração entre as diferentes vigilâncias. Muitas vezes, elas atuam de forma isolada, quando o ideal é que trabalhem juntas e alinhadas com a rede de atenção, especialmente a atenção primária”, pontuou.






