Com a intensificação das chuvas no Acre, médicos-veterinários alertam para o aumento de doenças que afetam cães e gatos nesta época do ano. A combinação de umidade elevada, calor e maior proliferação de parasitas cria um ambiente propício para problemas dermatológicos, respiratórios e enfermidades transmitidas por carrapatos.
De acordo com especialistas, o clima típico da região Norte favorece a multiplicação de fungos e bactérias, o que exige atenção redobrada por parte dos tutores. Entre as doenças mais comuns no período estão dermatites úmidas, infecções de pele agravadas pela umidade e a chamada tosse dos canis (traqueobronquite infecciosa canina).
Outro ponto de preocupação é o aumento de casos de doenças transmitidas por carrapatos, como erliquiose e babesiose, que podem causar anemia, febre e fraqueza nos animais.
Risco de zoonoses também cresce
Além das enfermidades que atingem diretamente os pets, o período chuvoso também amplia o risco de zoonoses — doenças que podem ser transmitidas aos seres humanos. A leptospirose é uma das principais ameaças, especialmente em áreas alagadas, onde a água pode estar contaminada pela urina de ratos.
O contato com água contaminada representa risco tanto para animais quanto para pessoas, reforçando a importância de evitar locais alagados e manter a vacinação em dia.
Sinais de alerta
Veterinários orientam que os tutores procurem atendimento imediato ao observar sintomas como:
- Apatia e falta de apetite;
- Fraqueza ou febre;
- Feridas que não cicatrizam ou aumentam de tamanho;
- Presença de carrapatos;
- Tosse persistente ou dificuldade para respirar.
A recomendação é reforçar os cuidados com higiene, manter o ambiente seco sempre que possível, atualizar a carteira de vacinação e realizar o controle regular de parasitas.
Com medidas preventivas e acompanhamento veterinário, é possível reduzir os riscos e garantir mais saúde e bem-estar aos animais durante o inverno amazônico.






