Polícia Federal pede mais prazo em inquérito no STF que investiga Eduardo Velloso

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, determinou na última quinta-feira (12) que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre um novo pedido de prorrogação do prazo para conclusão

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, determinou na última quinta-feira (12) que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre um novo pedido de prorrogação do prazo para conclusão das investigações no que apura suspeitas de irregularidades envolvendo o deputado federal do Acre, Eduardo Velloso (União Brasil). O inquérito foi instaurado no STF em novembro de 2024 para apurar a possível prática de crimes contra a Administração Pública relacionados à contratação da empresa Moon Club RB pela prefeitura de Sena Madureira.

O pedido foi apresentado pela Polícia Federal em 11 de março de 2026, após a corporação alegar necessidade de mais tempo para realizar diligências e analisar provas já coletadas. Agora, caberá à PGR emitir parecer antes de nova decisão da relatora.

Investigação começou em 2024

O inquérito foi instaurado no STF em novembro de 2024 para apurar a possível prática de crimes contra a Administração Pública relacionados à contratação da empresa Moon Club RB pela prefeitura de Sena Madureira.

Segundo a representação da Polícia Federal, a contratação teria sido realizada com recursos provenientes de emenda parlamentar indicada pelo deputado investigado. A suspeita envolve possível desvio de recursos públicos e outras irregularidades administrativas no processo de contratação. Por possuir foro por prerrogativa de função, o caso tramita diretamente no STF.

Durante a investigação, a Polícia Federal solicitou diversas medidas cautelares, como busca e apreensão, sequestro de bens e afastamento de sigilos bancário, fiscal e telemático. Parte dessas medidas foi autorizada pela ministra relatora após manifestação favorável da PGR.

Mandados foram cumpridos em 29 de janeiro de 2026 nas cidades de Rio Branco, Sena Madureira, Brasília e Barra do Garças (MT), quando agentes recolheram equipamentos e documentos para análise. Após o cumprimento das diligências, o STF também determinou o levantamento do sigilo de parte do processo, permitindo acesso aos investigados por meio de seus advogados.

Polícia Federal analisa material apreendido

Com o material recolhido nas operações, a Polícia Federal informou que ainda realiza a análise dos elementos apreendidos, etapa considerada essencial para a elaboração do relatório final do inquérito.

Por isso, o delegado responsável solicitou novo prazo para continuidade das investigações. A decisão final sobre a prorrogação dependerá agora do parecer da Procuradoria-Geral da República e de nova manifestação da ministra relatora no STF.

Por Ac24horas 

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