O consumo de drogas ilícitas entre adolescentes do Acre apresentou queda significativa em 2024, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada pelo IBGE. O levantamento, que analisa estudantes de 13 a 17 anos, revela que 8,3% dos jovens afirmaram já ter experimentado algum tipo de droga ilícita ao longo da vida.
O número representa uma redução de 33,5% em comparação com 2019, quando o índice era de 12,5%. A diminuição foi observada tanto entre meninos quanto entre meninas, com percentuais próximos: 8,4% e 8,1%, respectivamente.
Apesar do cenário positivo, a pesquisa chama atenção para a diferença entre as redes de ensino. Entre alunos da rede pública, 8,7% relataram já ter tido contato com drogas, enquanto na rede privada o índice foi menor, de 5,7%. O estudo também destaca que estudantes da rede pública tendem a iniciar o uso mais cedo.
Outro dado relevante é a redução na experimentação precoce. Em 2024, 2,7% dos adolescentes disseram ter usado drogas pela primeira vez aos 13 anos ou menos, número inferior aos 4,3% registrados em 2019. Ainda assim, a desigualdade entre redes persiste: 3,0% dos alunos da rede pública relataram uso precoce, contra 1,3% na rede privada.
Entre os sexos, os meninos apresentam maior tendência à experimentação precoce, com 3,1%, enquanto entre as meninas o índice é de 2,2%.
Os dados reforçam a importância de políticas públicas e ações preventivas voltadas ao público jovem, especialmente nas escolas, para manter a tendência de queda e ampliar a conscientização sobre os riscos do uso de drogas ilícitas.






