A União precisou desembolsar quase R$ 1 bilhão para cobrir dívidas de estados e municípios apenas nos três primeiros meses de 2026. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Tesouro Nacional e mostram que, apesar do valor expressivo, o Acre praticamente não aparece nessa conta.
Somente em março, o governo federal pagou R$ 384,1 milhões referentes a atrasos em empréstimos. No acumulado do ano, o total chega a R$ 993,8 milhões.
A maior parte desses recursos foi destinada a poucos estados. O Rio Grande do Sul lidera os gastos no período, com R$ 250 milhões pagos apenas em março. Em seguida aparece o Rio de Janeiro, com cerca de R$ 128,6 milhões. Outros estados e municípios registraram valores bem menores.
O histórico também chama atenção. Desde 2016, a União já arcou com aproximadamente R$ 87,5 bilhões em dívidas originalmente de estados e municípios. O Rio de Janeiro concentra mais da metade desse montante, com R$ 45,6 bilhões.
Nesse cenário, o Acre se destaca de forma positiva. Segundo o relatório, o estado teve apenas R$ 100 mil pagos pela União em período recente, valor registrado em 2024. Em 2025 e em 2026, até março, não há novos registros.
Na prática, isso indica que o Acre não está entre os estados com dificuldades recorrentes para honrar empréstimos com garantia da União, ao contrário de unidades como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que acumulam cifras bilionárias.
O Tesouro Nacional também alerta que, quando a União precisa assumir essas dívidas, o ente responsável pode sofrer restrições, como a suspensão de novos empréstimos com garantia federal por até um ano, salvo exceções previstas em lei.
Apesar disso, o governo federal busca recuperar parte dos valores pagos. Desde 2016, cerca de R$ 6 bilhões já retornaram aos cofres públicos, enquanto outra parcela segue em renegociação ou discussão judicial.






