O Acre já contabiliza 19 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas primeiras semanas de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde. Apesar do número ser menor que em anos anteriores, o cenário acende um alerta por conta da mudança no perfil das vítimas.
Pela primeira vez nos últimos anos, os óbitos deixaram de se concentrar em idosos e passaram a atingir principalmente crianças entre 2 e 9 anos, indicando uma alteração no comportamento das doenças respiratórias no estado.
Nos anos anteriores, como 2024 e 2025, a maior parte das mortes ocorria entre pessoas com mais de 60 anos, grupo historicamente mais vulnerável. Já em 2026, houve uma inversão, com maior impacto no público infantil.
Outro dado que chama atenção é a distribuição dos casos. O município de Feijó concentra quase metade das mortes, com 9 dos 19 óbitos registrados. Entre esses, a maioria ocorreu em comunidades indígenas, evidenciando maior vulnerabilidade em determinadas regiões.
Especialistas apontam que fatores como dificuldade de acesso à saúde, atendimento tardio e barreiras geográficas podem estar contribuindo para o agravamento dos casos, principalmente no interior do estado.
Mesmo com a redução no total de mortes em comparação aos anos anteriores, os dados reforçam a necessidade de atenção redobrada, especialmente com crianças, diante do avanço das doenças respiratórias no Acre.






