A manhã desta segunda-feira trouxe um leve respiro para os cruzeirenses, mas a situação de emergência está longe do fim. O Rio Juruá apresentou uma redução de 31 centímetros e marcou 13,84 metros, segundo o boletim atualizado da Defesa Civil Municipal. Apesar da vazante, o nível continua acima da cota de transbordamento (13 metros), impedindo o retorno das famílias desalojadas.
De acordo com Iranilson Nery, da Coordenação de Desastre da Defesa Civil, o município abriga atualmente 276 pessoas (59 famílias) distribuídas em seis escolas públicas. Nos locais, a Assistência Social garante atendimento médico, alimentação e cuidados básicos.
A boa notícia é que as operações de resgate emergencial estabilizaram. “Ainda na tarde de sábado, tanto o Corpo de Bombeiros quanto a Defesa Civil e os órgãos de apoio conseguiram zerar todos os pedidos de retirada”, garantiu o coordenador.
Volta para casa vai demorar
Apesar da ansiedade dos moradores, o retorno seguro ainda deve demorar. A previsão aponta um volume de 75 milímetros de chuvas até esta terça-feira (7) incidindo diretamente sobre o Paraná dos Mouras, Rio Azul e o alto Rio Moa. Toda essa água acabará desembocando no Rio Juruá, o que exige cautela total.
“O momento ainda é de atenção e monitoramento. Geralmente a Defesa Civil só reencaminha essas famílias para as suas residências quando o rio fica abaixo da cota de transbordamento. Elas só retornarão quando realmente tiver segurança”, explicou Nery.
Força-tarefa por água potável
Com mais de 7 mil famílias afetadas pela cheia na região, o desabastecimento de água limpa tornou-se o principal desafio. Para amenizar o problema, frotas estão se desdobrando no atendimento aos bairros alagados.
“Desde quinta-feira iniciamos o processo de distribuição de água. Agora mesmo estamos com equipes no Miritizal de Baixo, na Cobal, no Remanso. A população tem que ter um pouco de paciência porque é uma área muito extensa, mas vamos dar continuidade ao longo de toda a semana”, finalizou o coordenador.






