A exploração madeireira no Acre recuou 49% entre agosto de 2023 e julho de 2024, em comparação com o período anterior. Os dados são do Sistema de Monitoramento da Exploração Madeireira (Simex), desenvolvido pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). No total, foram mapeados cerca de 5,3 mil hectares com atividade madeireira no período analisado.
Além da queda expressiva, o levantamento destacou que toda a exploração registrada ocorreu em áreas devidamente autorizadas, concentradas principalmente em imóveis rurais privados regularizados. A ausência de registros de exploração ilegal é apontada como resultado direto do fortalecimento das políticas públicas e dos mecanismos de monitoramento ambiental no estado.
Os resultados sobre o desmatamento também foram positivos. Dados do Projeto Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicam que a taxa registrada entre agosto de 2024 e julho de 2025 ficou 43% abaixo da meta estabelecida para 2025 no Plano de Prevenção, Controle de Desmatamento e Queimadas do Acre. A área desmatada foi de aproximadamente 320 km², ante uma projeção de 572 km², uma redução de 252 km² em relação ao limite previsto.
O secretário estadual de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, atribuiu os resultados ao avanço do licenciamento ambiental e à integração entre os órgãos de fiscalização. “A redução de 49% na exploração madeireira, aliada ao fato de que toda a atividade identificada ocorreu exclusivamente em áreas autorizadas, demonstra que o Acre está avançando de forma concreta na qualificação do licenciamento ambiental e o manejo sustentável”, afirmou.
Carvalho destacou ainda os resultados da Operação Amburana, realizada em 2026. “Em apenas sete dias de operação, foram apreendidos 24 metros cúbicos de madeira ilegal, resultado que evidencia a presença ativa e firme do Estado no combate às irregularidades”, disse.
O presidente do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), André Hassem, reforçou o compromisso da instituição com o uso sustentável das florestas. “A redução da exploração de madeira no Acre demonstra que o fortalecimento da fiscalização, aliado ao avanço dos processos de licenciamento e monitoramento, tem gerado resultados concretos na proteção dos nossos recursos florestais”, afirmou.






