Uma oficina realizada na região do Juruá reuniu pescadores, representantes de colônias de pesca, instituições e pesquisadores para discutir a atualização da portaria do período de defeso no Acre.
De acordo com Lacióne Pedrosa Maia, chefe do IMAC na representação do Juruá, o principal objetivo do encontro é adequar a legislação à realidade local. Segundo ele, a atual portaria encontra-se defasada e não reflete corretamente as espécies e períodos de reprodução dos peixes da região.
A iniciativa é resultado de um trabalho que vem sendo desenvolvido há cerca de dois anos, com a realização de seminários e diálogos com profissionais da área. Durante esse período, foi identificada a necessidade de revisar as regras, já que algumas espécies incluídas no defeso não correspondem ao comportamento observado nos rios do Acre.
O encontro também conta com a participação de pesquisadores da Universidade Federal do Pará, que contribuem com conhecimento técnico-científico, promovendo uma troca de saberes com os pescadores e demais envolvidos.
A proposta é realizar um levantamento detalhado das espécies da bacia do Juruá, considerando que os períodos de reprodução podem variar de uma região para outra do país. A partir das discussões, será elaborado um documento que poderá subsidiar futuras mudanças na legislação.
Segundo os organizadores, um dos diferenciais do processo é justamente a construção coletiva das propostas, ouvindo quem vive e trabalha diretamente na atividade pesqueira, garantindo que as decisões estejam alinhadas à realidade local.






