Iniciativa “Educar para Prevenir” vai realizar palestras e rodas de conversa conduzidas por homens para homens. Projeto atende desde escolas até empresas privadas em Cruzeiro do Sul.
A Polícia Militar de Cruzeiro do Sul deu início nesta sexta-feira (17) ao projeto “Educar para Prevenir”, uma frente educativa da Patrulha Maria da Penha que visa atacar as raízes da violência doméstica. Diferente das ações repressivas habituais, o foco agora é a reeducação de meninos e homens, promovendo o diálogo sobre comportamentos e inteligência emocional.
Segundo a 2ª Sargento Maria Pinheiro, integrante da Patrulha e coordenadora do projeto, a dinâmica consiste em desconstruir conceitos culturais que alimentam a agressividade. “Vamos trabalhar temas como masculinidade saudável e desmistificar o machismo, aquela ideia de que ‘homem não chora’. O homem é um ser humano, tem emoções e precisa saber conversar”, explica a sargento.
Diálogo de “Homem para Homem”
Um diferencial do projeto é a metodologia de abordagem. Embora coordenado por uma mulher, as palestras e rodas de conversa são ministradas por outros homens. O objetivo é criar um ambiente de maior identificação e abertura para tratar de temas como:
- Tipos de violência: Identificação de abusos psicológicos e morais, muitas vezes desconhecidos pelos agressores.
- Comunicação Não Violenta: Técnicas para resolução de conflitos sem o uso da força.
- Encaminhamento Psicológico: Homens que reconhecerem a necessidade de mudança ou que estiverem em sofrimento serão direcionados para atendimento especializado e grupos reflexivos.
Como participar
O projeto foi lançado com uma palestra para policiais e alunos a oficiais do 6º Batalhão, mas a intenção é expandir para toda a comunidade. O serviço é itinerante e pode ser solicitado por diferentes setores:
- Empresas Privadas: A agenda é adaptada para não prejudicar a produtividade dos colaboradores.
- Instituições Públicas: Palestras focadas em sensibilização de servidores.
- Comunidades: Rodas de conversa em associações e bairros.
Para solicitar a presença do projeto, os interessados devem procurar o 6º Batalhão da Polícia Militar ou entrar em contato diretamente com a Patrulha Maria da Penha. “Onde nos pedirem, nós vamos estar. Vamos adequar a agenda conforme a necessidade de cada um para colhermos uma sociedade mais acolhedora e saudável”, concluiu a Sargento Maria Pinheiro.






