A produção agrícola do Acre segue em ritmo de crescimento em 2026, impulsionada principalmente pelas culturas de milho, mandioca e café. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, por meio do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de março.
A estimativa para cereais, leguminosas e oleaginosas aponta uma produção de 204.246 toneladas, representando um aumento de 9,2% em relação ao ano anterior. A área plantada também cresceu, passando de 62.804 hectares para 66.325 hectares, alta de 5,6%.
O milho aparece como principal destaque, com avanço nas duas safras. Na primeira, a produção subiu 8,9%, chegando a 86.838 toneladas. Já na segunda safra, o crescimento foi ainda maior, com alta de 17%, totalizando 50.851 toneladas. O resultado reflete tanto a expansão da área cultivada quanto o aumento da produtividade.
A mandioca, cultura tradicional no estado, mantém crescimento estável, com produção estimada em 501.922 toneladas, alta de 1,5%. O desempenho reforça a importância do cultivo para a economia local e para a segurança alimentar.
O café também apresenta avanço, com produção prevista de 6.969 toneladas, crescimento de 5,1%. O aumento é atribuído à ampliação das áreas plantadas e à melhora no rendimento das lavouras.
Outras culturas também registraram desempenho positivo. A soja deve atingir 59.724 toneladas, com alta de 5,4%, enquanto a cana-de-açúcar teve crescimento mais moderado, de 1,1%, chegando a 10.289 toneladas.
Apesar de ainda ter participação menor no cenário nacional, o Acre demonstra evolução consistente em culturas estratégicas, com destaque para o milho, que se consolida como um dos principais motores do crescimento agrícola no estado.






