O nível do Rio Juruá, que já transbordou pela quinta vez somente neste ano, começa a apresentar sinais de estabilização e deve iniciar o processo de vazante em Cruzeiro do Sul entre o final da tarde de sexta-feira e o início de sábado. A informação foi repassada pelo comandante do 4º Batalhão do Corpo de Bombeiros, Major Josadac Cavalcante.
Segundo ele, o monitoramento do rio é feito de forma contínua ao longo de mais de 600 quilômetros, desde regiões do Peru até o Amazonas. Em áreas do Alto Juruá, como Marechal Thaumaturgo e Porto Walter, o nível das águas já começou a baixar, indicando uma tendência que deve chegar à região de Cruzeiro do Sul nos próximos dias.
Apesar disso, ainda há previsão de chuvas até o dia 6 de maio, com volumes que podem variar entre 25 e 75 milímetros em toda a bacia do Juruá. De acordo com o comandante, a intensidade e a concentração dessas chuvas em afluentes específicos podem influenciar diretamente na velocidade da vazante do rio.
Dados mais recentes apontam que o Alto Juruá já apresentou uma redução significativa no nível das águas, com queda superior a três metros em regiões como o Rio Breu, o que reforça a expectativa de recuo gradual também nas áreas urbanas.
Atualmente, mais de 28 mil famílias foram atingidas pela cheia, entre moradores da zona rural e urbana. Desse total, cerca de 30 famílias estão em abrigos públicos, enquanto outras enfrentam impactos indiretos, como falta de energia elétrica e dificuldades de acesso à água potável.
Equipes do Corpo de Bombeiros seguem atuando em conjunto com a Defesa Civil, realizando a retirada de famílias de áreas de risco e distribuindo água para comunidades isoladas. O trabalho também inclui o monitoramento constante das condições climáticas para garantir segurança no retorno das famílias às suas casas.
As autoridades alertam ainda para cuidados durante o período de alagação, especialmente com o uso de velas em residências sem energia elétrica, o que pode provocar incêndios, além do risco de choque elétrico em áreas com água próxima à rede elétrica.
A recomendação é que a população acione o Corpo de Bombeiros ou a concessionária de energia ao identificar situações de risco.






