Sete municípios do Acre celebram 34 anos de emancipação nesta terça

Sete municípios acreanos celebram, em 2026, 34 anos de criação. Acrelândia, Bujari, Capixaba, Epitaciolândia, Jordão, Porto Acre e Santa Rosa do Purus foram instituídos pela Lei Estadual nº 1.028, de

Sete municípios acreanos celebram, em 2026, 34 anos de criação. Acrelândia, Bujari, Capixaba, Epitaciolândia, Jordão, Porto Acre e Santa Rosa do Purus foram instituídos pela Lei Estadual nº 1.028, de 28 de abril de 1992, durante o governo de Edmundo Pinto de Almeida Neto.

Criados a partir do desmembramento de cidades maiores, os municípios têm origens ligadas, em grande parte, ao ciclo da borracha e à formação de vilas a partir de antigos seringais.

ACRELÂNDIA

Acrelândia é um município acreano que faz divisa com os estados do Amazonas e Rondônia, além da Bolívia. Seus limites foram definidos pela Lei Estadual nº 1.060, de 9 de dezembro de 1992, após o desmembramento dos municípios de Plácido de Castro e Senador Guiomard.

Conhecida como a “princesinha do Acre”, a cidade tem sua população formada, em grande parte, por famílias de agricultores vindas de outras regiões do país, principalmente do Sul. Esse movimento migratório também contribuiu para o crescimento populacional e o fortalecimento da economia local.

Com forte vocação agrícola, Acrelândia se destaca pela produção de café, sendo chamada de “terra do café”. A variedade mais cultivada é o café clonal, que apresenta produtividade superior ao café tradicional. O primeiro prefeito do município foi Sebastião Bocalom Rodrigues, marcando o início da organização política local.

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Letreiro turístico de entrada de Acrelândia. Foto: Marcos Araújo/Secom.

BUJARI

Bujari é um município acreano desmembrado de Rio Branco, com origem ligada ao extrativismo vegetal. A localidade surgiu a partir de uma colocação de seringas chamada “Bujari”, pertencente ao Seringal Empresa, fundado pelo cearense Neutel Maia em 28 de dezembro de 1882.

Na época, o seringal reunia poucas famílias, inicialmente três, que viviam da produção de borracha e de pequenas plantações de subsistência. Com o passar dos anos, o local se desenvolveu e deu origem ao atual município, mantendo suas raízes ligadas à história do ciclo da borracha no Acre.

Criados a partir do desmembramento de cidades maiores, os municípios têm origens ligadas

Criados a partir do desmembramento de cidades maiores, os municípios têm origens ligadas | Foto: Foto: Elder Fidelis/Arquivo Pessoal

CAPIXABA

Capixaba é um município acreano desmembrado de Rio Branco e Xapuri, cuja origem está ligada à crise dos seringais. A localidade surgiu a partir de uma vila formada por ex-seringueiros no antigo Seringal Gavião, de propriedade de João Sombra.

O desenvolvimento começou na década de 1960, com a criação de uma escola e de uma igreja, que impulsionaram a organização da comunidade. Já nos anos 1970, a chegada de migrantes, principalmente da região Sul do país, fortaleceu a economia local, especialmente com a expansão da pecuária.

O nome “Capixaba” tem origem em uma família vinda do Espírito Santo, que instalou uma serraria na região e se tornou referência para os moradores. A escolha do nome foi decidida por votação popular, na qual a opção “Capixaba” saiu vencedora.

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Avenida Edmundo Pinto. Foto: Gleilson Miranda

EPITACIOLÂNDIA

Epitaciolândia é um município acreano desmembrado de Brasiléia e Xapuri, que recebeu esse nome em homenagem ao ex-presidente Epitácio Pessoa.

A localidade teve início como um pequeno vilarejo e, por volta de 1958, foi elevada à categoria de vila, com a instalação de comércios, escolas e igrejas. Ao longo dos anos, o município se desenvolveu com a criação de instituições públicas, expansão do comércio e fortalecimento da organização política.

A emancipação ocorreu por meio de um plebiscito, consolidando a autonomia administrativa da cidade.

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Recebeu esse nome em homenagem ao ex-presidente Epitácio Pessoa. Foto: Ascom.

JORDÃO

Jordão é um município acreano desmembrado de Tarauacá, com origem no antigo Seringal Duas Nações. A localidade passou a ser chamada de Vila Jordão em 1956 e, em 1992, conquistou a emancipação após decisão dos moradores em plebiscito, com apoio de autoridades locais e estaduais. No mesmo ano, foi eleito o primeiro prefeito, Hilário de Holanda Melo.

O município mantém características tradicionais, como o cultivo de hortaliças nos quintais para consumo próprio. A alimentação da população também inclui frutas regionais, como patoá, abacaba, açaí, banana e abacaxi.

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Jordão, no interior do Acre. Foto: Juan Diaz/ContilNet

PORTO ACRE

Porto Acre é um município acreano desmembrado de Rio Branco, com origem ligada ao processo de ocupação da região durante o ciclo da borracha. Ao longo dos anos, a localidade se desenvolveu até conquistar sua emancipação política, consolidando sua organização administrativa própria.

A economia local tem forte ligação com a agricultura de subsistência. Durante o período de estiagem, as áreas de praias formadas às margens dos rios, ricas em nutrientes, são utilizadas para o cultivo de produtos como melancia, banana, mandioca e hortaliças, garantindo sustento para muitas famílias da região.

Portoacre

Porto Acre ocupa o décimo primeiro lugar em população. Foto: Portal Amazônia.

SANTA ROSA DO PURUS

Santa Rosa do Purus é um município acreano desmembrado de Manoel Urbano, localizado às margens do rio Purus. Seu território se estende desde o marco da fronteira entre Brasil e Peru, próximo à nascente do rio Santa Rosa do Purus, e faz limite também com os municípios de Feijó e Manuel Urbano.

A região se destaca pela rica biodiversidade, com grande variedade de fauna e flora, incluindo espécies ameaçadas de extinção, como a onça-pintada, o jacaré-açu e a ararinha-azul.

Santa rosa

O município faz limite também com os municípios de Feijó e Manuel Urbano. Foto: Reprodução.

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