A Região Norte concentra o menor índice de domicílios com acesso à rede geral de esgoto no Brasil, com 30,6%, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Na sequência, aparecem as regiões Nordeste (52,4%), Centro-Oeste (66,9%), Sul (71,6%) e Sudeste (90,7%), evidenciando desigualdade na cobertura de saneamento básico no país.
Em nível nacional, o acesso ao esgotamento sanitário por rede coletora passou de 68,1% em 2019 para 71,4% em 2025. Já a presença de banheiro de uso exclusivo nos domicílios atingiu 98,4%, ante 97,7% no mesmo período.
Nas áreas urbanas, 99,5% das residências possuíam banheiro exclusivo em 2025, enquanto 79,3% estavam conectadas à rede geral de esgoto. Em áreas rurais, o percentual de domicílios com banheiro foi de 90,3%, mas apenas 8,9% contavam com ligação à rede coletora.
A coleta direta de lixo por serviços de limpeza alcançou 86,9% dos domicílios no país, sendo a principal forma de destinação em todas as regiões. Os índices variam de 79,3% no Nordeste a 91,1% no Sudeste.
Apesar disso, cerca de 4,8 milhões de domicílios ainda destinam resíduos por meio da queima na própria propriedade, com 3,6 milhões concentrados nas regiões Norte e Nordeste. Os dados indicam redução dessa prática em relação a 2016, quando os percentuais eram de 18,6% no Norte e 17,2% no Nordeste, passando para 14,5% e 13%, respectivamente.
A GAZETA DO ACRE






