O Acre registrou apenas três casos confirmados de coqueluche nos primeiros meses de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). Apesar da baixa quantidade, o órgão alerta para a importância da vacinação e da vigilância contínua da doença.
De acordo com o boletim epidemiológico mais recente, até a Semana Epidemiológica 17 foram notificados 23 casos suspeitos no estado. Desses, três foram confirmados e 11 descartados.
Queda em relação ao ano passado
Os números representam uma redução significativa em comparação com 2025, quando o Acre registrou 25 notificações e 14 casos confirmados da doença. Mesmo com a queda, a Sesacre destaca que os dados ainda são preliminares e podem sofrer atualizações ao longo do ano.
Os casos confirmados em 2026 foram registrados em poucos municípios: dois em Rio Branco e um em Sena Madureira, sem novos registros após as primeiras semanas do ano.
Bebês são os mais vulneráveis
A coqueluche é uma doença respiratória altamente contagiosa e considerada mais perigosa para crianças pequenas, especialmente menores de um ano. Nessa faixa etária, a infecção pode evoluir para quadros graves, com risco de complicações e até morte.
O levantamento mostra que a maioria dos casos confirmados nos últimos anos ocorreu justamente entre bebês, reforçando a necessidade de proteção precoce.
Baixa cobertura vacinal preocupa
Mesmo com poucos casos confirmados, a Sesacre chama atenção para a cobertura vacinal irregular entre os municípios. Em algumas localidades, os índices estão acima da meta, enquanto outras apresentam níveis críticos, chegando a pouco mais de 30%.
A vacina pentavalente é a principal forma de prevenção contra a coqueluche e faz parte do calendário básico de imunização infantil.
Cenário exige atenção contínua
No cenário nacional, o Brasil já registra circulação ativa da doença, com centenas de casos confirmados em 2026. Diante disso, autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação e do acompanhamento epidemiológico para evitar novos surtos.
Mesmo com o cenário controlado no Acre, o alerta é claro: manter a imunização em dia é fundamental para evitar o avanço da doença, principalmente entre as crianças.






