O Acre apresentou o menor volume de renda do trabalho do país no primeiro trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo IBGE. O estado somou cerca de R$ 896 milhões em massa de rendimento mensal, ficando atrás inclusive de Roraima, que registrou R$ 1,079 bilhão.
O indicador mede o total de recursos provenientes do trabalho que circulam mensalmente na economia. De acordo com a pesquisa, o resultado reflete tanto o tamanho reduzido do mercado de trabalho acreano quanto os baixos rendimentos médios pagos no estado. O rendimento médio mensal no Acre foi de R$ 2.817 no período, um dos menores do país.
Na Região Norte, o Pará liderou a massa de rendimento, com aproximadamente R$ 8,9 bilhões, seguido pelo Amazonas, com R$ 4,5 bilhões, e Rondônia, com R$ 2,7 bilhões. Já no cenário nacional, São Paulo concentrou o maior volume de renda do trabalho, ultrapassando R$ 106 bilhões mensais.
Especialistas apontam que a massa de rendimento é um dos principais indicadores para medir o potencial de consumo e a movimentação econômica dos estados, já que representa o dinheiro que circula através do trabalho da população. Apesar dos desafios econômicos, estudos recentes também indicam melhora gradual na recuperação do mercado de trabalho acreano nos últimos anos.






