A Secretaria de Estado de Educação do Acre iniciou o processo de aquisição de detectores de metais para unidades de ensino do estado após o ataque registrado no Instituto São José, em Rio Branco. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 7, pelo promotor de Justiça Iverson Bueno.
Segundo o promotor, o anúncio foi feito pelo secretário de Educação, Reginaldo Ferreira, durante reunião realizada na quarta-feira, 6, com representantes do Ministério Público do Acre (MPAC).
“Ontem nós tivemos uma reunião com o secretário de Educação, o secretário Reginaldo, e o que ele nos comunicou nessa reunião é que está num processo de aquisição desses equipamentos”, afirmou.
A discussão sobre reforço na segurança das escolas ganhou força após o atentado ocorrido na terça-feira, 5, quando um adolescente de 13 anos entrou armado no Instituto São José e matou duas funcionárias da escola.
Durante a coletiva, Iverson Bueno afirmou que as medidas de proteção precisam ser adotadas sem transformar o ambiente escolar em um espaço militarizado.
“Eu acredito que seja unânime que ninguém quer que a escola vire um ambiente militar, um ambiente de polícia. Acho que isso é unânime de todos”, declarou.
Apesar disso, o promotor defendeu a implementação de mecanismos mínimos de controle de acesso nas escolas. “Acho que o mínimo de segurança possível, como um detector de metal”, disse.
Segundo Iverson, até o momento, a única informação oficial recebida pelo MPAC é de que o governo estadual já iniciou os trâmites para compra dos equipamentos.
“Ele nos anunciou ontem nessa reunião que eles estavam no processo de aquisição. É somente isso que eu tenho de informação até agora”, concluiu.
O debate sobre detectores de metais nas escolas voltou ao centro das discussões após o atentado no Instituto São José. O Acre possui uma lei sancionada em 2023 que prevê a instalação dos equipamentos em escolas públicas e privadas, mas a medida ainda não foi implementada integralmente nas unidades de ensino do estado.
Por A Gazeta do Acre






