Na ponta mais ocidental do Brasil, cercada pela floresta amazônica e próxima à fronteira com o Peru, Mâncio Lima chega aos 49 anos de emancipação político-administrativa neste sábado, 30. Com pouco mais de 19 mil habitantes, o município do Vale do Juruá reúne uma história marcada pela ocupação de seringueiros e agricultores, além de ser reconhecido nacionalmente como a principal porta de entrada para a Serra do Divisor.
Localizada na região da nascente do Rio Moa e a cerca de 570 quilômetros de Rio Branco, a cidade ocupa uma posição singular no mapa brasileiro. Além de ser o município mais ocidental do país, abriga uma das rotas de acesso ao Parque Nacional da Serra do Divisor, considerado uma das áreas de maior biodiversidade da Amazônia.
A origem de Mâncio Lima remonta ao período de migração de famílias nordestinas para o Acre. Na época, a localidade era conhecida como Vila Japiim e passou a atrair trabalhadores ligados principalmente ao extrativismo e à agricultura.
Entre os pioneiros da região estava o cearense Mâncio Agostinho Rodrigues de Lima, que acabou dando nome ao município. A cidade foi elevada à categoria de município em 14 de maio de 1976, por meio da Lei nº 588, mas a autonomia político-administrativa foi conquistada em 30 de maio de 1977, data celebrada anualmente pela população.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município possui 19.294 habitantes e desempenha papel importante na economia e no turismo do Vale do Juruá.
O potencial turístico é um dos principais destaques da cidade. A proximidade com a Serra do Divisor transformou Mâncio Lima em um dos destinos mais procurados por visitantes interessados em ecoturismo, trilhas, rios e na rica biodiversidade amazônica.
Por A gazeta do Acre






