Desbarrancamento atinge ao menos cinco casas após vazante do rio e Defesa Civil atua em Cruzeiro do Sul

Após a enchente que levou o rio a atingir a marca de 14,22 metros, a vazante passou a revelar novos problemas em áreas ribeirinhas, especialmente o avanço do desbarrancamento que

Após a enchente que levou o rio a atingir a marca de 14,22 metros, a vazante passou a revelar novos problemas em áreas ribeirinhas, especialmente o avanço do desbarrancamento que já afeta ao menos cinco famílias.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil Municipal, Júnior Damasceno, equipes estão realizando vistorias em pontos críticos e já confirmaram cinco residências diretamente atingidas pelo processo de erosão do solo, com risco iminente de desabamento.

“Agora a gente está com base concreta nas nossas vistorias. Visualmente, temos cinco casas atingidas e com risco de desbarrancamento. Hoje estamos fazendo o desmanche de uma residência nos fundos, porque ela já está praticamente na beira do assoalho da casa. O barranco já compromete totalmente a estrutura, causando risco à família”, explicou.

Segundo ele, a família que ocupava o imóvel já foi retirada do local e encaminhada para o aluguel social, recebendo suporte do município. A ação atual envolve a retirada controlada da estrutura para tentar aproveitar parte do material, que pode ser utilizado em uma possível reconstrução em área segura.

Além desta residência, outras quatro casas seguem em processo de vistoria e devem receber encaminhamento nos próximos dias. Em um dos casos, a remoção preventiva já está prevista para ocorrer ainda nesta semana.

“Temos mais quatro casas em fase de vistoria. Uma delas provavelmente amanhã já vamos iniciar o desmanche, porque também está muito próxima da beira do barranco. A ideia é evitar qualquer tipo de acidente e garantir a segurança das famílias”, completou o coordenador.

Júnior Damasceno também destacou que o problema na região não é recente e vem se agravando ano após ano. Segundo ele, apenas neste período já houve avanço superior a 20 metros de erosão em determinados pontos.

“No começo do ano já retiramos uma casa do solicitante Adriano, que praticamente não tem mais barranco no local. É uma área que a cada ano fica mais comprometida com a subida e descida do nível do rio. Esse ano tivemos mais de 20 metros de assoreamento nessa região”, afirmou.

A Defesa Civil alerta que a tendência é de agravamento gradual da situação, devido à dinâmica natural do rio, que provoca instabilidade nas margens e aumenta o risco de novos deslizamentos nos próximos anos.

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