Edvaldo Magalhães questiona relação do Banco Master com consignados e cartão Avancard no Acre

O deputado estadual Edvaldo Magalhães voltou a criticar, durante a sessão desta terça-feira (19) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), operações envolvendo empréstimos consignados para servidores públicos estaduais e a

O deputado estadual Edvaldo Magalhães voltou a criticar, durante a sessão desta terça-feira (19) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), operações envolvendo empréstimos consignados para servidores públicos estaduais e a atuação do Banco Master no Acre.

O parlamentar relembrou medidas adotadas na legislatura passada e questionou possíveis favorecimentos relacionados ao cartão consignado Avancard e às mudanças implementadas no sistema de crédito consignado do funcionalismo estadual.

Segundo Edvaldo, houve tentativas de aproximação do Banco Master com órgãos públicos acreanos, incluindo a própria Aleac e o Acreprevidência, mas as negociações não avançaram.

O deputado também afirmou que o governo estadual promoveu alterações na operação dos consignados ao substituir a empresa responsável pelo sistema por outra de Manaus e ampliar, por decreto, a margem consignável dos servidores.

Críticas ao cartão Avancard

Durante a fala, Edvaldo criticou especialmente a criação do cartão consignado Avancard, mecanismo que, segundo ele, permitia ampliar o comprometimento da renda dos servidores públicos.

“Foi colocado um jabuti dentro do decreto, permitindo um cartão consignado que era, na prática, uma burla na margem salarial dos servidores”, afirmou.

O parlamentar disse ainda que o tema provocou forte repercussão entre os trabalhadores do serviço público estadual, que passaram a receber constantes ofertas de crédito consignado.

“Aquilo criou um verdadeiro rebuliço na vida financeira dos servidores públicos e afetou inclusive o comércio local”, declarou.

Segundo o deputado, o assunto chegou a motivar debates dentro da Aleac e levou à realização de audiência pública com representantes de bancos, empresas responsáveis pelas operações e órgãos públicos.

Questionamentos sobre juros e operação

Edvaldo Magalhães criticou ainda as taxas de juros cobradas nas operações de crédito consignado, classificando o modelo como “impagável” para os servidores.

De acordo com ele, os juros ultrapassavam 5% ao mês em 2022, cenário que motivou a apresentação de um decreto legislativo para encerrar a operação do cartão consignado no estado.

O deputado afirmou também que a plataforma responsável pelo Avancard era operada pelo Banco Master e questionou as circunstâncias da implantação do modelo no Acre.

“Quem fez essa negociação? Que favor foi esse? Havemos de saber no decorrer dessas investigações”, concluiu.

Por A Gazeta do Acre 

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