Deracre e Prefeitura de Rodrigues Alves trabalham juntos para construir novo acesso ao porto em até dois dias; população usa rodovia de 47 km como alternativa
Em resposta ao desbarrancamento que forçou a suspensão da travessia de balsas entre Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves, o governo do Acre e a prefeitura do município mobilizaram equipes e maquinário para restabelecer o serviço o mais rápido possível. A ação conjunta entre estado e município tem como meta entregar um acesso provisório ao porto em até dois dias.
O Deracre destacou equipes técnicas e máquinas para o local assim que o desbarrancamento foi identificado. A prefeitura fez o mesmo, retirando equipamentos próprios para auxiliar nos trabalhos. Além dos dois órgãos, a Polícia Militar garantiu a segurança no trecho interditado e a empresa Energiza atuou na remoção de redes elétricas atingidas pela erosão, restabelecendo o fornecimento de energia pelo município por meio de uma subestação em Mâncio Lima.
“Estamos trabalhando aqui juntamente com a prefeitura para fazer as correções onde houve o desbarrancamento. Vamos fazer um novo acesso, um acesso paliativo, para que o mais breve possível a gente possa dar condições para as pessoas usarem o porto novamente”, afirmou Mauri Barbosa, diretor do Deracre em Cruzeiro do Sul.
O prefeito de Rodrigues Alves, Salatiel Magalhães, acompanhou pessoalmente os trabalhos no local e destacou a agilidade da resposta. Segundo ele, assim que o desbarrancamento se agravou no fim de semana, as equipes foram acionadas imediatamente e a interdição foi decretada para proteger a população.
“Infelizmente, no final de semana não conseguimos conter o desbarrancamento e tivemos que suspender as travessias para dar seguridade às pessoas que dependem desse serviço. Mas ontem o pessoal da Energiza já fez a remoção das redes e as máquinas já estão aqui. Em parceria com o Deracre, vamos fazer um novo porto para que possamos voltar o funcionamento da balsa”, disse o prefeito.
A interdição durou quatro dias. Durante esse período, moradores que precisaram se deslocar entre os dois municípios foram orientados a usar a rodovia 407, cujo percurso é de 47 quilômetros , quase quatro vezes mais longo do que os 12 quilômetros da travessia pelas balsas. A medida impactou diretamente trabalhadores que cruzam o Rio Juruá diariamente.
O novo acesso está sendo construído em uma área recuada em relação ao ponto original, com o objetivo de manter maior distância do leito do rio e oferecer mais segurança aos usuários. Segundo o diretor do Deracre, esta já é a segunda vez que o Estado reconstrói o porto no mesmo trecho, o que evidencia a necessidade de uma solução mais permanente para a região.
“A gente tem estudado essa localização. Está voltando mais para longe o porto para que as pessoas tenham segurança e o rio não chegue tão fácil. A expectativa é que a gente faça uma banqueta para que aguente mais um tempo”, explicou Mauri Barbosa.
O prefeito Salatiel Magalhães também adiantou que já está em andamento o projeto de um porto definitivo para a região. Paralelamente, o município acompanha de perto o processo de construção de uma ponte sobre o Rio Juruá, obra que, segundo ele, já tem projeto no governo federal, licitação concluída e recursos alocados por parlamentares da região.
“A gente tem esse sonho que essa ponte em breve saia. Esse momento é um momento de todos se unirem para que possamos em breve construir essa ponte”, afirmou o prefeito.
A ação coordenada entre estado e município foi destacada por ambos os lados como um exemplo de como enfrentar emergências que afetam diretamente a rotina da população. Para os moradores que dependem da balsa todos os dias, a expectativa é que a travessia seja retomada ainda esta semana — e que, desta vez, as obras garantam mais tempo de estabilidade antes do próximo ciclo de erosão do rio.






