Influenciadores do Acre são denunciados por divulgação jogos de azar e lavagem de dinheiro

Influenciadores digitais investigados por divulgar plataformas de cassino online e rifas virtuais irregulares foram denunciados criminalmente pelo Ministério Público do Acre por suspeitas de envolvimento com jogos de azar, lavagem

Influenciadores digitais investigados por divulgar plataformas de cassino online e rifas virtuais irregulares foram denunciados criminalmente pelo Ministério Público do Acre por suspeitas de envolvimento com jogos de azar, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Fazendários da Polícia Civil do Acre e tiveram início após a identificação de perfis utilizados nas redes sociais para divulgar plataformas de apostas online, além de rifas e sorteios promovidos pela internet.

Segundo as apurações, os influenciadores recebiam pagamentos fixos e também comissões baseadas no número de acessos e cadastros feitos por seguidores por meio de links promocionais compartilhados nas redes sociais.

Os usuários eram direcionados para plataformas hospedadas, em sua maioria, em servidores no exterior e sem autorização legal para funcionamento no Brasil.

Uma das denunciadas, conforme a investigação, teria recebido aproximadamente R$ 5 milhões relacionados à divulgação dessas plataformas.

Além da atuação ligada aos cassinos online, outra denúncia trata de suposta lavagem de dinheiro envolvendo valores arrecadados por meio de rifas digitais divulgadas nas redes sociais.

De acordo com a investigação, a atividade teria movimentado mais de meio milhão de reais com a venda massiva de bilhetes virtuais. Em alguns casos, foi identificada a comercialização de quantidade de bilhetes superior ao total disponibilizado para sorteio.

As denúncias apontam ainda que os recursos obtidos nas atividades investigadas teriam sido inseridos na economia formal por meio de estratégias de ocultação e dissimulação financeira, o que, segundo o Ministério Público, caracteriza o crime de lavagem de dinheiro.

Além das denúncias, parte dos investigados firmou acordos de não persecução penal, o que resultou na recuperação de R$ 1.087.523,54 e na destinação de bens apreendidos.

Segundo o MPAC, os recursos recuperados foram direcionados ao fortalecimento das estruturas da Polícia Civil, do Ministério Público e de órgãos de inteligência e apoio técnico ligados à segurança pública e à justiça no Acre.

Por A Gazeta do Acre 

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