A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre manteve, por unanimidade, a condenação do policial penal Raimundo Nonato Veloso Neto, sentenciado a 19 anos e 10 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado, lesão corporal e importunação sexual.
O caso aconteceu durante a Expoacre de 2023, em Rio Branco, quando o policial, segundo a investigação, abordou e assediou a jovem Rita de Cássia. Ao tentar deixar o local com a namorada, o trabalhador Weslei Santos da Silva acabou sendo baleado pelo agente de segurança. Rita também foi atingida pelos disparos. Weslei chegou a ser socorrido, mas morreu no dia seguinte no pronto-socorro da capital.
A defesa do policial havia recorrido da condenação pedindo a anulação do julgamento realizado pelo Tribunal do Júri. Entre os argumentos apresentados estavam supostas contradições na decisão dos jurados e alegação de que a sentença contrariava as provas do processo.
Durante a sessão desta quinta-feira (21), a desembargadora Denise Castelo Bonfim afirmou que o julgamento ocorreu dentro da legalidade e destacou que os jurados acolheram uma das teses apresentadas no processo. O entendimento foi acompanhado pelos demais desembargadores da Câmara Criminal, mantendo integralmente a pena aplicada ao réu.
O policial penal já havia tido outros pedidos de liberdade negados pela Justiça acreana ao longo do processo.






