Adel Ferreira Abdala tem 62 anos e, no Dia das Mães, carrega um sentimento que muitos conhecem bem: a saudade de quem já não está mais presente. Sem a mãe para abraçar na data, ele encontrou na emoção e nas palavras a forma de homenageá-la — e de lembrar a quem ainda tem a sua o valor desse laço.
“Eu não tenho mais a minha, mas ela está no meu coração”, disse Adel, com a voz carregada.
O recado que ele deixou foi direto e nasceu da própria experiência. Para os filhos que ainda têm mãe, o pedido foi simples: aproveitem cada dia com mais atenção e carinho. “Para aqueles filhos que têm mãe, que cada dia seja mais agradável com ela. Porque depois que perde, fica mais difícil. Fica aquela lembrança que a gente vai guardar para a vida toda”, afirmou.
Adel reconhece que a perda não apaga o amor – transforma o lugar onde ele vive. A mãe, para ele, saiu do mundo físico e passou a habitar a memória e o coração. Uma presença que muda de forma, mas não desaparece.
Mesmo sem a própria mãe, ele não se isola da data. Tem irmã que é mãe, tem sobrinha que é mãe, e é nelas que encontra motivo para celebrar. “Fico muito emocionado também”, admitiu, sem esconder o que sente.
O desejo que Adel expressou foi abrangente e generoso: que todas as mães tenham um dia feliz, que todos os filhos reconheçam o quanto a presença materna vale – antes que ela se torne apenas lembrança.
“A gente é filho de mulher, a gente ama as mulheres.
Que seja todo mundo feliz”,
“, disse, com simplicidade e
sinceridade.
Em poucas palavras, Adel resumiu o que o Dia das Mães representa para quem já perdeu a sua: uma data que dói e celebra ao mesmo tempo. Que lembra o que se foi e valoriza o que ainda existe.






