O governo federal prepara o lançamento de uma nova etapa do programa Desenrola Brasil, que promete ampliar o acesso à renegociação de dívidas e trazer novidades importantes para os brasileiros endividados.
Entre as principais mudanças está a possibilidade de utilizar parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar débitos. A medida faz parte do chamado “Desenrola 2.0”, que deve ser anunciado oficialmente nos próximos dias.
De acordo com informações divulgadas, os descontos nas dívidas podem chegar a até 90%, além da oferta de juros mais baixos e prazos maiores para pagamento, facilitando a regularização financeira de milhões de brasileiros.
Uso do FGTS terá regras
Apesar da novidade, o uso do FGTS não será liberado de forma ampla. A regra em discussão prevê que o trabalhador só poderá usar o dinheiro do fundo caso o valor seja suficiente para quitar totalmente a dívida.
Ou seja, não será permitido utilizar o FGTS apenas para abater parte do débito. A ideia do governo é evitar que o trabalhador use o recurso e continue endividado.
Além disso, o saque pode ter um limite de até 20% do saldo disponível no fundo, e deve priorizar pessoas com renda de até cinco salários mínimos.
Foco em dívidas com juros altos
O novo Desenrola deve priorizar dívidas mais caras, como cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais, substituindo esses débitos por condições mais acessíveis.
A taxa de juros nas renegociações deve ser limitada a cerca de 1,99% ao mês, reduzindo significativamente o valor das parcelas.
Objetivo é reduzir inadimplência
A iniciativa busca diminuir o alto nível de endividamento das famílias brasileiras e facilitar o acesso ao crédito novamente. A expectativa do governo é beneficiar milhões de pessoas que hoje estão com o nome negativado.
Com a nova fase, o Desenrola deve se tornar uma das principais estratégias para aliviar a situação financeira da população em 2026.






