Cooperativista Jonas Lima fica fora das articulações eleitorais e reforça compromisso com o setor produtivo
As especulações em torno de uma possível participação do cooperativista Jonas Lima na chapa do senador Alan Rick para as eleições de 2026 perderam força após a confirmação de que o presidente da Cooperativa de Cafeicultores do Vale do Juruá (Cooperacafé) optou por permanecer à frente das entidades que dirige e, por isso, não cumpriu o prazo legal de desincompatibilização exigido para disputar o pleito.
Atualmente, Jonas Lima preside a Cooperacafé e integra a direção da Organização das Cooperativas do Brasil no Acre (OCB/AC). Como ambas as instituições mantêm parcerias e recebem recursos públicos por meio de convênios, termos de cooperação e emendas parlamentares, a legislação eleitoral exige o afastamento dos dirigentes até seis meses antes da eleição. O prazo encerrou-se em 4 de abril.
Nos bastidores, a possibilidade de uma candidatura de Jonas vinha sendo debatida desde o início do ano. O nome do ex-deputado estadual ganhou destaque devido ao trabalho desenvolvido no fortalecimento da cadeia produtiva do café no Vale do Juruá, considerado um dos principais projetos de desenvolvimento econômico da região. A atuação ocorre em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e conta com o apoio do sistema cooperativista acreano.
De acordo com pessoas próximas às discussões, Jonas Lima preferiu manter o foco nos projetos em andamento. A avaliação é de que o momento exige dedicação integral ao fortalecimento das cooperativas e à consolidação dos resultados obtidos junto aos produtores rurais.
Com trajetória política construída ao longo de três mandatos na Assembleia Legislativa do Acre, Jonas deixou o Partido dos Trabalhadores (PT) ao direcionar sua atuação para o movimento cooperativista. Atualmente filiado ao PSD, ele tem defendido a ampliação das oportunidades para os trabalhadores organizados por meio das cooperativas.
O episódio também evidencia o crescente interesse da política institucional pelas lideranças do cooperativismo acreano. Outro nome que chegou a ser sondado para participar das eleições foi o de José Rodrigues de Araújo, o “De Araújo”, presidente da Cooperacre. Assim como Jonas, ele optou por permanecer focado na gestão da cooperativa.
A força do setor produtivo organizado por meio das cooperativas tem chamado a atenção por sua presença direta junto aos produtores, especialmente os da agricultura familiar. Essa proximidade tem ampliado a influência das cooperativas nas discussões sobre desenvolvimento regional e políticas públicas.
Em entrevistas recentes, dirigentes da OCB/AC destacaram a importância de ampliar a representação do cooperativismo nos espaços de decisão política. No entanto, a avaliação predominante entre as lideranças é de que o movimento ainda passa por um processo de fortalecimento institucional e organização interna.
Para garantir segurança jurídica aos dirigentes interessados em disputar eleições, o Sistema OCB promoveu orientações específicas sobre os prazos de desincompatibilização previstos pela legislação eleitoral. As recomendações foram elaboradas em conjunto com assessorias jurídicas estaduais e nacionais, levando em consideração as particularidades de cada segmento cooperativista.
Enquanto o debate sobre participação política segue em pauta, as principais lideranças do setor afirmam que a prioridade permanece sendo o fortalecimento das cooperativas e a expansão das oportunidades para os produtores acreanos.