Com a redução das chuvas na região do Juruá, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) retomou os serviços de manutenção nas rodovias BR-364 e BR-307. De acordo com a analista de infraestrutura de transportes do órgão, Karla Costa Alves, os trabalhos fazem parte do chamado Lote 10, que abrange o trecho entre o Rio Liberdade e a Variante.
“Esse trecho que a gente chama de Lote 10 vai do Rio Liberdade e pega a Variante, que é a BR-307. Então é BR-364 e BR-307. A gente voltou a realizar os serviços de manutenção ali”, explicou.
Segundo Karla, os trabalhos estavam paralisados porque o contrato anterior havia ficado sem quantitativos para execução de novos serviços. Com a contratação do Consórcio MT Colorado, empresa vencedora da licitação, e a chegada do período de estiagem, as obras puderam ser retomadas.
A analista destacou que os serviços realizados são mais complexos do que uma simples operação tapa-buracos. Em vários pontos, será necessária a substituição completa da estrutura comprometida da pista.
“É um serviço de troca de solo. A gente retira a camada de asfalto, a base e a sub-base que perderam a resistência e substitui por pedra. É um trabalho mais duradouro e que garante melhores condições para a rodovia”, afirmou.
Neste primeiro momento, a prioridade será a recuperação da BR-307, conhecida como Variante, devido ao intenso fluxo de veículos entre Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves.
“A prioridade vai ser essa área por conta do grande fluxo de veículos. Muitas pessoas trabalham e se deslocam diariamente por esse trecho”, ressaltou.
O DNIT dispõe inicialmente de cerca de R$ 7 milhões para a execução dos serviços. Durante as obras, o trânsito seguirá funcionando com sistema de pare e siga nos locais onde houver intervenções, sem necessidade de interdição total das rodovias.
Sobre o prazo para conclusão dos trabalhos na Variante, Karla estima que as melhorias mais significativas possam ser percebidas em aproximadamente um mês, dependendo das condições climáticas e da chegada dos materiais utilizados na recuperação.
“Acredito que em cerca de um mês a Variante estará bem melhor. O maior desafio é a logística, porque a pedra utilizada vem de Rondônia, mas os trabalhos já estão em andamento”, concluiu.





