O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou nesta quarta-feira, 03, no Diário Oficial da União (DOU), a Portaria SPA/MAPA nº 165/2026, que aprova o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para a cultura do algodão herbáceo no Acre referente à safra 2026/2027.
A medida define os períodos mais adequados para o plantio da cultura no estado, com base em estudos que avaliam as condições climáticas e os riscos relacionados à produção agrícola. O objetivo é orientar produtores rurais na tomada de decisões e reduzir prejuízos causados por fatores como estiagens, excesso de chuvas e variações de temperatura.
Segundo o Ministério da Agricultura, o algodão apresenta melhor desenvolvimento em temperaturas entre 18°C e 30°C, exigindo ainda precipitação acumulada entre 700 e 1.300 milímetros ao longo do ciclo produtivo. A fase de floração e formação dos capulhos é considerada uma das mais sensíveis, concentrando entre 50% e 60% da necessidade hídrica da planta.
O estudo que embasa o zoneamento utilizou séries históricas de dados climáticos de pelo menos 15 anos, coletados em cerca de 3.500 estações pluviométricas espalhadas pelo país. A análise considera fatores como precipitação, evapotranspiração, disponibilidade de água nos solos e exigências térmicas da cultura.
O ZARC classifica os riscos de cultivo em três níveis: 20%, 30%, 40% e identifica os municípios considerados aptos para o plantio do algodão. Para ser incluído no zoneamento, o município precisa apresentar condições climáticas favoráveis em pelo menos 20% de sua área.
A portaria também estabelece que podem ser utilizados solos dos tipos arenoso, médio e argiloso, desde que atendam às exigências técnicas e ambientais previstas na legislação. Ficam excluídas áreas de preservação permanente, terrenos com solos rasos ou excessivamente pedregosos e locais que não estejam em conformidade com o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) e a legislação ambiental.
As informações detalhadas sobre os municípios aptos e os períodos recomendados para semeadura podem ser consultadas pelos produtores por meio do Sistema de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (SISZARC), do Painel de Indicação de Riscos do ZARC e do aplicativo Plantio Certo.
Por Ac24horas







