Pais do adolescente que realizou chacina já sabiam da intenção dele; Entenda

Uma ata de uma reunião escolar realizada na Escola Estadual José Roberto Pacheco, em Taboão da Serra, na Região Metropolitana de São Paulo, apontou que os pais do aluno que

Uma ata de uma reunião escolar realizada na Escola Estadual José Roberto Pacheco, em Taboão da Serra, na Região Metropolitana de São Paulo, apontou que os pais do aluno que matou a facadas a professora Elisabeth Tenreiro, de 71 anos, na Escola Estadual Thomázia Montoro, foram avisados de que o filho tinha “interesse em realizar uma chacina”.

A informação, publicada neste domingo (2) pelo site Metrópoles, consta no documento escolar, que está em posse da Polícia Civil. A escola em Taboão da Serra, onde a reunião com os pais aconteceu, era onde o adolescente de 13 anos que praticou o atentado na capital paulista estudava antes de se mudar para a Escola Estadual Thomázia Montoro.

De acordo com depoimentos de funcionários da antiga escola do garoto, a reunião foi convocada em razão do “comportamento suspeito” do adolescente. Segundo os depoimentos, o autor dos ataques teria perguntado a uma colega, no dia 21 de fevereiro, se ela conseguiria arrumar isqueiro e gasolina, mas sem detalhar o que pretendia fazer.

Já na reunião do dia 23, os pais do garoto foram informados pela diretoria da escola sobre todas as ameaças feitas por ele a colegas. No encerramento do encontro, eles assinaram um termo confirmando que estavam cientes do comportamento do filho.

Na ata, a gestora do local, Kelly Salerno, disse aos pais que o adolescente havia compartilhado com outros alunos fotos que faziam apologia a atentados em escolas. O pai do garoto, porém, teria reagido com indiferença e considerado o comportamento do filho “normal”, segundo depoimentos de funcionários.

– A gestora [da escola] explicou sobre os últimos eventos: no primeiro deles, [o menor, cujo nome é preservado] manifestou interesse em realizar uma chacina e compartilhou fotos que enaltecem essa ação – diz a ata.

Durante a reunião, o casal relatou um episódio no qual o garoto teria sido espancado quando tinha 11 anos, no antigo colégio em que estudava, e que, segundo eles, fez com que o filho nunca mais fosse o mesmo. A escola, então, pediu que os pais apresentassem um atestado de que ele tinha condições psiquiátricas de continuar na escola.

Três dias depois, os pais teriam apresentado um laudo preliminar de uma triagem feita pelo Centro de Atenção Psicossocial Infantil (Capsi) de Taboão da Serra pedindo que o filho retomasse os estudos. A escola, porém, negou o retorno. Diante disso, o pai do menino teria ficado irritado e pedido que o adolescente fosse transferido.

Foi então que, em 1° de março, a pedido dos pais, o adolescente foi transferido para a Escola Estadual Thomázia Montoro, na Vila Sônia, onde ele já havia estudado e promoveu o ataque à faca na manhã da última segunda-feira (27).

Créditos: Pleno News

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