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Bolsonaro chega ao STF para ficar cara a cara com Moraes

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) na manhã desta terça-feira (25/3) para acompanhar julgamento de denúncia contra e mais sete aliados por suposta tentativa de golpe.

O presidente sentou na primeira fila da Primeira Turma do Supremo, ao lado dos seus advogados, e ficou cara a cara com o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo.

Bolsonaro chegou a Brasília em um avião de São Paulo, passou na sede do PL e seguiu para o STF onde entrou e sentou na primeira fileira da Primeira Turma. Da cadeira onde Bolsonaro está, ele ficará frente a frente com o relator do caso no Supremo, ministro Alexandre de Moraes.

O colegiado julga a partir desta terça se aceita ou rejeita denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro (PL) e mais sete aliados.

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O presidente da 1ª Turma, ministro Cristiano Zanin, reservou três sessões para a análise – duas marcadas para esta terça, 25 de março; e sessão extraordinária para as 9h30 de 26 de março.

Nessas datas, os cinco ministros da 1ª Turma vão analisar se tornam réus os integrantes do chamado “Núcleo 1” da denúncia da PGR, que foi fatiada em cinco partes. O núcleo em questão é considerado como “central” da suposta organização criminosa. Ele inclui:

A denúncia

O julgamento acerca do recebimento da denúncia começa com a leitura do relatório pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes. Em seguida, haverá sustentação oral do procurador-geral da República, Paulo Gonet, com duração de 30 minutos.

As defesas dos oito réus farão sustentação oral, com 15 minutos para cada advogado. Todo esse processo inicial terá duração de 2 horas. Concluída a primeira fase, o relator expõe seu voto a favor ou contra a denúncia da PGR. Esse passo a passo deve ocorrer no primeiro dia de julgamento, nas duas sessões agendadas, com previsão de começar às 9h30 e terminar por volta das 18h, com um intervalo entre as sessões.

No dia 26, na terceira sessão agendada, os outros quatro ministros da 1ª Turma devem votar na ordem do mais novo para o mais velho e, por último, o presidente: Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Caso os ministros votem a favor do recebimento da denúncia, os oito denunciados se tornarão réus.

Se isso ocorrer, serão abertas ações penais contra eles. A fase inicial é a de instrução, quando testemunhas são ouvidas e as provas, colhidas, caso necessário. Só após a instrução, a ampla defesa e o contraditório é que o caso vai ao plenário da turma para ser analisado. Não há prazo previsto para essa etapa.

Por Metrópole 

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