Crime da Motosserra: 25 anos depois, Justiça do AC marca novo julgamento de primo do ex-coronel da PM
O conhecido Crime da Motosserra vai ter um novo julgamento no próximo dia 26 na 1ª Vara do Tribunal do Júri. Neste novo julgamento, serão ouvidas cinco testemunhas de acusação e mais cinco de defesa. Quem senta na cadeira do réu desta vez é Aureliano Pascoal Duarte Pinheiro Neto, acusado de homicídio contra Agilson Firmino dos Santos, mais conhecido como Baiano. Além disso, ele deve responder também por motivo torpe, tortura e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Aureliano é primo do ex-coronel da PM Hildebrando Pascoal, condenado a 18 anos de prisão pelo assassinato de Agilson Firmino, no caso que ficou conhecido como “crime da motosserra”.
Na época, Aureliano era comandante da PM no estado.No primeiro julgamento em 2009, ele havia sido absolvido, mas em 2015 a Câmara Criminal acolheu o pedido do Ministério Público do Acre (MP-AC) e decidiu realizar um novo julgamento para Aureliano Pascoal Duarte Neto.
A juíza que deve presidir o julgamento é Luana Campos. O julgamento está marcado para às 8h30 na 1ª Vara do Tribunal do Júri.
No processo, os dois advogados que representavam o acusado pediram afastamento do caso e, por isso, o g1 não conseguiu contato com a defesa.
Já a filha da vítima, que hoje mora na Bahia, Emanuela Firmino, diz que essa é mais uma chance de Justiça e que o Estado também pague pelo dano causado.
“Em 2009, na época do julgamento foi falado que a página negra do estado do Acre estava sendo virada e nessa mesma época acreditamos também, que, além do julgamento também seríamos indenizados. Não que isso traga paz ao nosso coração, porém minha mãe precisa de cuidados, pois ela ficou abalada fisicamente e psicologicamente. Minha mãe perdeu toda base familiar,perdeu um filho. Na época não pôde ter apoio psicológico e até hoje sinto a tristeza no olhar dela. Esperávamos que o Estado arcasse com todo mal que fizeram à minha família”, disse.
Ela acredita que um novo julgamento deve chamar atenção novamente para o caso.
“Com este novo julgamento,surge uma nova esperança de justiça para todos aqueles que acabaram com nossa família, que acabaram com um sonho de uma mãe e de dois adolescentes”, finaliza.
g1