Detentos que trabalham na cozinha fogem de presídio em Rio Branco
Desde o último dia 17 que não havia visitas nos presídios após os policiais penais paralisarem as atividades pela aprovação da Lei Orgânica que regulamenta a categoria.
Familiares de presos fizeram protestos na sexta-feira (26) em Rio Brancoe também no interior do Acre exigindo a volta das visitas nas unidades prisionais do estado.
Conforme o presidente do sindicato dos policiais penais, Joelison Ramos, houve a denúncia de que poderia haver motim no presídio durante a visita, inclusive com reféns. E, para garantir a segurança de todos, foi decidido seguir com as visitas suspensas.
“Não temos efetivo de policiais suficiente para garantir essa segurança e então eles encaminharam novamente a Polícia Militar aqui para o sistema penitenciário para dar essa garantia, porém, eles estão atuando somente nas guaritas. Internamente, que é onde tem contato direto com visitantes e presos, tem apenas os policiais penais, com efetivo muito reduzido, em virtude de que não estão fazendo o banco de horas”, afirmou.
Ainda segundo o sindicalista, cada pavilhão tem, em média, somente dois policiais penais para mais de 180 detentos. “Então, é impossível garantir a segurança de visitação a um pavilhão com dois policiais.”
O presidente da associação dos policiais penais, Eden Azevedo disse que, após analisar as condições para que a visita ocorresse conforme deliberação do Iapen, a categoria decidiu que não havia possibilidade
“Devido ao baixo efetivo, a fragilidade e ia colocar em risco a vida tanto dos policiais quanto dos apenados e visitantes, foi deliberado pela categoria que não teria como ter visita justamente para resguardar a vida dos policiais que estão em serviço. Vale ressaltar que o efetivo de policiais aí não chega a 10, e a quantidade de presos chega a quase 2 mil. No dia de visita tinha que ter, no mínimo, uns 40 policiais penais para que a visita ocorresse normalmente”, disse.
g1