Sem direito a almoço, trabalhadores da UPA se viram como podem.
Para o Cruzeirese almoçar peixe frito com farinha seca não é novidade, mas o que chamou atenção foi que o prato fotografado é de um servidor terceirizada que trabalha na UPA de Cruzeiro do Sul.
A denúncia foi feita por trabalhadores da unidade de pronto atendimento. Contratados pela empresa Maia PIMENTEL, os 18 funcionários, que de acordo com a denúncia, trabalham por plantão das 5 horas da manhã às 6 da tarde não são liberados para almoçar em casa e nem recebem refeição da empresa, com isso, os trabalhadores se viraram como podem entre uma tarefa e outra.
Segundo os trabalhadores a situação já se estende há mais de uma ano. ” A gente conta, uma vez ou outra, com a bondade dos enfermeiros que doam fichas pra gente. A empresa já prometeu mandar marmita há quase dois anos, mas até agora nada”, contou o denunciante.
Na denúncia os trabalhadores fazem um apelo ao governador e pedem ajuda. “Gladson Cameli nos ajude, a gente não tem direito de ganhar nem uma marmita .Isso é uma falta de respeito com o pessoal da limpeza , somos desprezado A gente não tem direito nem de comer lá , e também não podemos sair. Isso é uma falta de Humanidade”, finalizou.
A redação do Juruá24horas conversou, por telefone, com a gerente da empresa Maia Pimentel, Vera Uchôa, que rebateu a denúncia informando que os contratos da empresa que prestam serviços na área de limpeza da UPA, em Cruzeiro do Sul, possuem contrato de 12 horas, trabalhando dia sim dia não. E que o ponto assinado é uma prova de que não há ninguém trabalhando mais que isso .
Com relação a refeição Vera informou que trabalhadores com contrato antigo não tem direito ao almoço e não podem ser liberados do local de trabalho por questões de segurança.
Redação Juruá24horas