Com decreto de situação de emergência Cruzeiro do Sul pretende receber ajuda dos governos Estadual e Federal.
Em Cruzeiro do Sul já são mais de 900 famílias desalojadas, ou seja, que foram levadas para casas de parentes e outras 100 que estão em abrigos públicos. Já são mais de 28 mil pessoas que sofrem com a cheia do rio Juruá.
Na casa do seu Francisco Nery a água já chegou e cobriu o assoalho. Cama, estante, sofá e guarda-roupa estão suspensos por tijolos. Para não sair de casa, Seu Francisco, passa o dia de botas para evitar o contato com a água suja. “Vou ficar aqui cuidando das minhas coisas, não ir par ao abrigo, mas para aguentar tem que ser assim, de botas o dia todo”, acrescentou Francisco Nery.
Na manhã desta terça-feira o Rio Juruá amanheceu marcando 13, 90, o mesmo nível registrado na segunda-feira. Mas no final da manhã já marcou 13,94. Segundo o coordenador da defesa civil municipal os pedidos de retiradas chegam a todo instante. “Apesar da chuva forte que caiu durante toda a manhã em Cruzeiro do Sul, conseguimos retirar mais de 12 famílias que foram levadas para abrigos. Agora já são mais 400 pessoas em abrigos”, disse o coordenador da defesa civil.
Diante dos números, a prefeitura de Cruzeiro do Sul, após reunião com várias instituições decretou situação de emergência, um pedido de ajuda aos governos estadual e federal. “Diante dos números nós decidimos decretar situação de emergência, dizendo para o governo do Estado e governo Federal que Cruzeiro do Sul não tem condições de auxiliar sozinho a quantidade de gente que sofre hoje por conta da cheia do rio Juruá. Agora é acionar a defesa civil nacional para que os recursos possam chegar a nossa cidade” concluiu o prefeito Zequinha Lima.